sábado, 5 de outubro de 2013

ASICS: Autoridade quando o assunto é corrida

 

Seus tênis são os preferidos dos aficionados por esportes. Quer seja em uma competição profissional ou em uma corridinha matinal para manter a forma física os avançados calçados esportivos da marca ASICS são vistos em abundâncias nos pés de quem realmente é louco por esporte, oferecendo harmonia para o corpo e a alma.
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A história
A história começou no dia 1 de setembro de 1949, quando o senhor Kihachiro Onitsuka fundou sua empresa de calçados esportivos com o nome Onitsuka Co., produzindo tênis para basquete na sala de estar da sua casa na cidade de Kobe no Japão. Os primeiros tênis de basquete tinham a cara de um tigre desenhado no arco do pé, que acabou se tornando uma marca registrada da nova empresa. Nessa época os produtos eram comercializados com a marca Onitsuka Tiger. Em 1951, uma idéia brilhante fez o sucesso bater na porta de Onitsuka. A inspiração de um novo tênis de solado com referência nas ventosas de um polvo trouxe-lhe a conquista de 50% do mercado japonês. Em 1953 um trabalho em conjunto com maratonista Tooru Terasaw resultou em um tênis que não desenvolvia bolhas nos pés; e em 1957 o corredor Abebe Bikila, conhecido por correr sempre descalço começou a utilizar os calçados Onitsuka Tiger e já em sua primeira corrida com o trouxe a vitória e o conseqüentemente um enorme aumento de visibilidade para a jovem marca japonesa. Era o início da diversificação de produtos da empresa e a estreita relação com o atletismo e as corridas. Nos anos seguintes, foram introduzidos calçados para novas modalidades esportivas como vôlei e corridas longas, especialmente maratonas, e a primeira fábrica da empresa foi inaugurada.
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Em 1964, Phil Knight e Bill Bowerman fundaram a Blue Ribbon Sports, primeira distribuidora dos tênis Onitsuka Tiger no território americano. Em 1971, esse contrato seria encerrado e a empresa se transformaria na NIKE. Em 1966, com a explosão do futebol no Japão, a empresa resolveu lançar sua primeira chuteira para a prática do esporte. Apesar da diversificação de produtos para outras práticas esportivas, a marca começava a dominar o segmento de materiais para atletismo e corrida. No começo dos anos 70, aproximadamente 70% dos principais corredores mundiais utilizavam tênis ASICS. Pouco depois a empresa estabeleceu sua primeira subsidiária no continente europeu, localizada na Alemanha. Nesta época a empresa havia crescido bastante, e passou então a fabricar não somente calçados esportivos como também roupas e acessórios.--Em 21 de julho de 1977 a empresa se fundiu com a GTO e a JELENK para constituir oficialmente a ASICS CORPORATION, formada agora por sete grandes unidades fabris. O nome ASICS foi baseado no famoso ditado em latim “Anima Sana In Corpore Sano”, que quando traduzido expressa o antigo ideal “Mente sã, corpo são” (A Sound Mind In a Sound Body). Formando o acrônimo dessa frase, a ASICS foi fundada a partir da crença de que a melhor forma de criar um estilo de vida saudável e feliz é promover saúde e condicionamento físico totais. Nesse mesmo ano, os produtos ASICS foram introduzidos nos Estados Unidos trazendo com eles uma história de desempenho atlético e avanços tecnológicos, filosofia que permanece verdadeira e fiel até os dias de hoje.
- - -Na década de 80, o lançamento do sistema ASICS GEL revolucionou a linha de produtos da empresa, que contava agora com uma tecnologia avançada, para absorção de choque e impacto. Na década seguinte a ASICS teve um forte crescimento no mercado internacional, especialmente na França, Itália, Reino Unido (onde forneceu material esportivo para tradicionais equipes inglesas como Coventry City, Blackburn Rovers, Newcastle United, Leeds United, Aston Villa e Bradford City) e Holanda. Em 2008, inaugurou sua primeira loja própria fora do Japão, localizada na cidade de Londres. No ano seguinte, além de inaugurar o ASICS SPORTS MUSEUM, localizado perto de sua sede em Kobe, a marca inaugurou sua primeira loja própria em Nova York, que se juntou a unidades já existentes em Tóquio e Londres. Atualmente a marca é considerada a maior autoridade quando o assunto é corrida: sua linha de produtos possui os mais avançados e revolucionários tênis do segmento no mundo.
- - -A linha do tempo1951 Lançamento do primeiro tênis para prática de vôlei, que possuía solado de borracha, adotando o processo de vulcanização.1953 Lançamento do Marathon Tabi, um tênis feito de Vinylon, material bastante resistente e muito leve, especialmente desenvolvido para ser utilizado em corridas longas.
1961
Lançamento do Trekker 61, um tênis para treinamento de corridas curtas e saltos.
1965
Lançamento dos calçados para a prática do golfe.1966 Lançamento da Soccer KAWA A, primeira chuteira para a prática do futebol desenvolvida pela marca japonesa.
Lançamento do RUNSPARK, primeira sapatilha japonesa para atletismo com travas removíveis.
1970
Os tênis de cano alto para a prática do basquete ganham cores, sendo lançados no mercado em azul escuro e vermelho.1973 Lançamento da chuteira BOMBER que revolucionou o mercado. A chuteira era feita em couro preto, com sistema de absorção e com suporte extra para o tornozelo.
1987
Lançamento dos dois primeiros modelos de bicicletas para a prática do Triatlon.
2005
Lançamento da chuteira DS LIGHT2, extremamente avançada e leve, que se tornou um grande sucesso no meio futebolístico.
2006
Lançamento do ASICS GEL-KINSEI (expressão japonesa que significa “estrela dourada”), um tênis para corrida extremamente revolucionário com tanta tecnologia quanto uma nave espacial. O calçado, que levou quase sete anos para ser desenvolvido, tem absorção de impacto completada por maior impulsão, ajudando o corredor a conseguir maior velocidade com menos esforço. O produto foi eleito o modelo de tênis de corrida mais avançado do planeta.
Lançamento da linha SUKU SUKU, especialmente desenvolvida para os pequenos. O nome da linha deriva do termo japonês que significa “toda saúde, energia e alegria presentes no processo do crescimento das crianças”, e está dividida em duas categorias: Baby, para bebês de 1 a 3 anos, e Mini, para a garotada entre 3 e 7 anos. Para os menores, os tênis oferecem características de amortecimento e estabilidade próprias para os movimentos efetuados pelas crianças durante o aprendizado dos seus primeiros passos. Já para crianças maiores, a marca destaca maior flexibilidade para garantir mais liberdades de movimentos para os dedinhos sem deixar de dar estabilidade na parte do ante pé.
2007
Lançamento do ASICS NIMBUS 9, tênis top de linha da categoria de amortecimento da marca (indicado para corredores com pisada supinada, neutra e levemente pronada). O produto foi eleito “Melhor Tênis do Ano” pela conceituada revista Runner’s World, considerada uma autoridade global para o mundo da corrida.
Lançamento do ASICS GEL-KINSEI 2, produto que redefiniu os limites do que era possível em termos de calçado técnico-atlético, posicionando-se em uma categoria nova: o tênis inteligente que se adapta a diferentes tipos de pisada.
Lançamento do ASICS GEL-KINETIC, um revolucionário tênis com estrutura “Discreet Heel”, que oferece excelente atenuação do choque e apoio no impacto do calcanhar; Unidade do Sistema de Amortecimento em GEL de dois canais, com avançado efeito mecânico da parte dianteira durante o ciclo da pisada; lingüeta em peça única, que minimiza a irritação dos pés; e palmilha Comfordry, que se molda ao pé e proporciona um ajuste específico em cada corrida.2010 Selecionado pela terceira vez consecutiva como o melhor tênis do mundo pela edição internacional da revista Runnerss World, o modelo GEL-KAYANO™, ganha sua décima sexta versão, com atualizações tecnológicas inéditas. Entre as principais inovações está a introdução da Linha de Orientação (Guidance Line). Concebido e executado de maneira simples, este novo elemento é formado por um sulco vertical que passa pela sola e que imita o centro de pressão ideal do pé no ciclo da pisada. Ao dividir a modelagem dessa forma, a Linha de Orientação permite que a parte frontal do pé seja repartida promovendo um percurso mais eficiente no ciclo da pisada. Do começo ao fim da corrida, esta tecnologia ajuda a assegurar um percurso idêntico no ciclo da pisada a cada passada, assim a eficiência é mantida mesmo sob fadiga.
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Pesquisa e desenvolvimentoEm maio de 1990 a ASICS inaugurou em Kobe, no Japão, o Research Institute of Sports Science (Instituto de Pesquisa da Ciência do Esporte). Desde então, muitas inovações tecnológicas notáveis em calçados e vestuários esportivos se originaram desse ambiente exclusivo, onde cientistas, atletas e treinadores trabalham juntos. O instituto, localizado a aproximadamente 322 km a oeste de Tóquio, abrange mais de 4.180m² de instalações para pesquisa. Uma pista de corrida de 350 metros com todas as condições climáticas, uma quadra de basquete, uma quadra de vôlei, além de vários ambientes de teste fazem parte do complexo. Estudar e analisar os movimentos do corpo humano e testar todos os tipos de materiais são as principais atividades das 200 pessoas que trabalham no instituto. É claro que todo esse trabalho é realizado visando apenas um objetivo: permitir que atletas profissionais e amadores no mundo todo tenham um melhor desempenho, atinjam um nível mais elevado e divirtam-se ao praticar atividades físicas.
--A observação e análise dos movimentos físicos são a base de cada um dos produtos ASICS. Os pesquisadores em Kobe têm à sua disposição câmeras de alta velocidade, equipamentos de medição de alta tecnologia e softwares sofisticados. Diversos ambientes de teste foram construídos para poder traduzir as descobertas da pesquisa fundamental em novos materiais e produtos. Sistemas de absorção de impacto, recursos anti-pronação excessiva, solados com borracha Wet Grip e tecidos à prova de água são algumas das inovações da ASICS que passam por rigorosos testes no local. Sistemas de medição tridimensional são usados para desenvolver calçados com ajustes perfeitos. Com freqüência, os atletas patrocinados pela ASICS visitam o Instituto. É claro que o principal objetivo da visita é a certeza de obter calçado e vestuário personalizado de acordo com os padrões exatos que seus corpos requerem. Mas também há um segundo propósito. Ao trabalhar com esses atletas e seus treinadores, que representam a excelência em várias disciplinas esportivas, a ASICS pode ampliar seu conhecimento e experiência para fabricar um produto ainda melhor no futuro. Para o benefício de todos os atletas.
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A evolução visual
O logotipo da marca japonesa passou por algumas modificações em sua história. A última delas ocorreu há poucos anos atrás, quando houve uma modificação acentuada na tipologia da letra. Mesmo com a evolução de sua identidade visual, as tradicionais listras entrelaçadas, que muitos dizem representar arranhões das garras de um tigre, continuam como símbolo em seus calçados.
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Os slogansSound mind, sound body. (2008)
Be Your Own Personal Hero. (2004)
For the love of sport. (2001)
True performance. (1997)
The next level. (1992, ASICS GEL)
Don't just do it. Do it better. (1990)
Born to perform. (1985)
Best in the long run. (1985)
Be a star in our stripes! (1983)
The best run with Tiger. (1981)- -
Dados corporativos
● Origem: Japão● Fundação: 1 de setembro de 1949● Fundador: Kihachiro Onitsuka
● Sede mundial: Kobe, Japão● Proprietário da marca: Asics Corporation
● Capital aberto: Sim (1964)
● Chairman: Kiyomi Wada● Presidente: Motoi Oyama● Faturamento: US$ 2.41 bilhões (2009)
● Lucro: US$ 131 milhões (2009)● Valor de mercado: US$ 1.87 bilhões (novembro/2010)
● Lojas: 120
● Subsidiárias: 23● Presença global: + 100 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 5.300● Segmento: Vestuário esportivo
● Principais produtos: Tênis e acessórios esportivos
● Ícones: A tecnologia ASICS GEL
● Slogan: Sound mind, sound body.
● Website: www.asics.com
-A marca no mundo
Atualmente a ASICS, que fabrica tênis e acessórios para basquete, vôlei, atletismo, golfe, futebol, lutas marciais e outros esportes, vende sua avançada linha de produto em mais de 100 países ao redor do mundo. Aproximadamente 66% do faturamento da empresa é derivado dos calçados esportivos, 25% de roupas e 10% de equipamentos esportivos. Os maiores mercados da ASICS são o Japão (que responde por quase 50% das vendas), os Estados Unidos e a Europa. A marca também possui uma rede com mais de 120 lojas, grande parte no Japão, sob as marcas Onitsuka Tiger, ASICS LI-FEEL, ASICS Factory Outlet, ASICS Sport Style Shop e ASICS RUNNING STORE.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Maratona Caixa de Santa Catarina




Eu esperava por sol e tempo firme para poder aproveitar o final de semana e "salgar" o corpo em uma das belas praias de Florianópolis, mas foram dois dias que antecederam a maratona de tempo chuvoso e nublado. Na sexta-feira, depois de sair de Porto Alegre e rodar por mais de seis horas em direção a capital catarinense a temperatura baixa dava mostras do que estava por vir, para o desespero total da minha esposa. Atravessamos a ponte rumo a ilha na direção do centro na hora do rush, muito movimento e agito, normal para uma sexta. A reserva no hotel já estava feita, bastava agora procurar um lugar para jantar e depois descansar. Sábado amanheceu nublado, mesmo assim fomos dar um giro pela lagoa da conceição, praia mole, barra da lagoa e rio vermelho. Perto do meio-dia a fome bateu forte e decidimos para o almoço que comeríamos camarão...
Camarão no restaurante Boka's(800gr)
Antes de termino do almoço, a chuva apareceu e demos por encerrada a volta na ilha. Partimos em direção ao shopping para pegar o kit da prova.  Também decidimos assistir ao filme, "O tempo e o Vento", já que do lado de fora o clima não ajudava. Fomos dormir cedo já que outro dia eu estava prestes a ficar em torno de quatro horas correndo. O dia amanheceu limpo, lindo e ensolarado, para minha surpresa. Tomei uma ducha demorada e partimos em direção passarela Negrinho Quirido, local da largada. Antes de entrar na fila para retirada do chip avistei uma mulher com a camiseta do grupo Baleias. Ela também me viu... caminhou em minha direção e se apresentou:
- Oi tudo bem, sou a Marines, de Recife.
Antes que eu me pronunciasse ela falou:
- Tem mais um casal com o Manto Coral do outro lado da pista.
-Vou até lá chamar eles.
 Enquanto aguardava a volta da Marines, na fila, olhava ao meu redor a estrutura montada para o evento. Estande dos patrocinadores da prova com distribuição de brindes, palco para a premiação, equipes de corrida iniciando o alongamento, pessoas registando o momento com suas câmeras digitais...tudo na sua normalidade.
Chega a Marines acompanhada do casal Ricardo Passos e Gi Albertini, ambos de Santa Catarina.

Time Baleias na Maratona de Santa Catarina formado por Marines Melo de Recife, Mauro Rosa de Porto Alegre e o casal Ricardo Passos e Gi Albertini de Florianópolis

Apresentações feitas, chip no tênis, sachês de carboidrato no bolso e céu azul...faltando menos de vinte minutos para começarmos a correr era hora de concentrar para o inicio da "peleia". Na edição deste ano realizada na capital do estado de Santa Catarina, foram 2.200 atletas de vinte estados e de cinco diferentes países, divididos em seis categorias. Mesmo com o número de inscritos ultrapassando 2.000 atletas a participação na maratona foi de cerca de 430 corredores, credito a  baixa de participantes maratonistas a concorrência, pois nesta mesma data foram realizadas a Maratona de Foz, a Maratona Maurício de Nassau e ainda a Maratona de Berlim, que sempre tem um contingente muito grande de brasileiros. Além é claro, da Maratona de Punta del Este realizada no final de semana anterior.
Com percurso quase que em sua totalidade plano, a Maratona Caixa de Santa Catarina é considerada juntamente com a Maratona de Porto Alegre, uma das provas mais velozes do calendário de corridas de rua do país. A excelente hidratação durante todo o percurso e o clima em Floripa, nesta época do ano ajudam muito a quebra de recordes pessoais.
A corrida teve o seu inicio com pontualidade britânica, com todas as categorias largando no horário marcado sem atraso ou outro tipo de confusão. Eu larguei no pelotão intermediário ao lado do estreante em maratonas, o amigo Ricardo Passos, mas antes de passarmos pelo tapete ele já se encontrava alguns metros a minha frente fazendo uma saída forte. Marines optou por largar no pelotão do fundo e a Gisele, largaria as 8h, na prova de 10k.
Ricardo em sua primeira maratona fez um tempo abaixo de 3h20 e a Marines levou o troféu de quinto lugar na categoria
Estava me sentindo bem e confiante em realizar uma boa prova, já que meu amigo, professor e parceiro nós treinos, Roberto Pacheco havia elaborado uma planilha voltada especificamente para esta corrida. Minha estratégia era simples, dividir a prova em duas etapas: uma parte forte e a outra fraca. Sabia que estava bem treinado, mas também tinha certeza que as minhas companheiras nas provas apareceriam no 29km ou 32km. Até o final da primeira passagem pelo túnel foi de aquecimento e procura do ritmo ideal. Encontrei o pace certo no 4km, junto com um trio de paulistas
que estavam animados e contando piadas. Fomos rodando e de forma gradativa aumentando a aceleração até chegarmos a 4:37 de ritmo. Para mim estava tudo perfeito, temperatura de 21 graus, correndo a beira-mar, ouvindo os causos contados pelos meus companheiros...mas como tudo que é bom acaba, eles resolvem a partir do 18km baixar o ritmo para 4:20. Tudo estava bom até minha velha amiga câimbra resolver dar as caras no 30km. Mas o jogo já estava ganho pois havia acumulado "gordura" e agora poderia me dar ao luxo de intercalar caminhada e corrida. Diminui bastante o ritmo mas continuei correndo pois no 32km, sabia que haveria um estimulo extra, pois o trajeto da prova obrigava a galera da maratona a desfilar pela passarela onde foi dada a largada e lá tinha muito gente incentivando os participantes. Foi uma grande sacada da organização pois os atletas tem o animo renovado pelos gritos da massa, além de receberem esponjas encharcadas com água gelada. Fez muito bem para mim e acredito para muitos outros competidores, mas depois do passeio pelo sambódromo, resolvi caminhar durante a passagem pelos postos de hidratação e voltar a correr logo depois afinal ainda faltam 10k. Com esta tática as dores foram diminuindo mas tinha que manter o ritmo lento pois uma única acelerada e voltam as câimbras e as dores. Segui assim até a última travessia pelo túnel, faltando cerca de 1km para fechar a prova ganhei uma "carona" no ritmo do paulistano Ronan Damião. Conversando fomos até a linha de chegada para encerrarmos a Maratona
Caixa de Santa Catarina edição 2013.
Completando a Maratona ao lado do leitor do blog e amigo Ronan Damião

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Quando e como reduzir o treino antes de uma maratona


Os corredores já sabem da importância de se reduzir a carga de treinamento (quilometragem e intensidade da corrida) antes de uma competição. Se o treinamento prevê melhoras no condicionamento físico ao longo do tempo, é certo também que produz a fadiga, um indicador fiel das possibilidades individuais.



Assim, ao preparar-se para uma corrida importante, o corredor deve encontrar o equilíbrio e a quilometragem percorrida e o ritmo (intensidade) em que a corrida é realizada e durante quanto tempo isso deve ser feito, e quando deve haver uma redução desses parâmetros. Somente desse modo será possível obter a melhor forma para a prova, ou seja, eliminar toda a fadiga proporcionada pelo treinamento (tanto física como mental) e estar apto para o melhor desempenho no dia decisivo.

As diversas pesquisas existentes na área do treinamento esportivo apontam que uma redução na quilometragem por duas ou três semanas antes de uma maratona é de grande importância para uma melhora no resultado competitivo. Porém, qual é a forma mais eficiente de diminuir o treinamento antes de uma corrida importante?

AS EVIDÊNCIAS E AS EXPERIÊNCIAS. A investigação científica e a experiência de atletas e treinadores mostram que, para uma maratona, o ideal é que a quilometragem seja reduzida a partir de três semanas antes da competição. Por exemplo, um maratonista poderia reduzir sua quilometragem em 20% na terceira semana antes da maratona, 40% na semana seguinte e 60% na semana da corrida, podendo com isso, obter uma melhora no desempenho em torno de 3%.

Entretanto, ainda não há um consenso entre cientistas, treinadores e atletas em relação ao tempo de recuperação antes de uma competição, pois estamos tratando de biologia que, ao contrário da matemática, não é uma ciência exata.

As diferenças individuais (individualidade biológica) são determinantes para uma exata compreensão de todos os fenômenos e ajustes bioquímicos que ocorrem no corpo humano. Isso dificulta o entendimento sobre os aspectos relacionados ao tempo necessário para uma completa restauração física e mental, de forma que o atleta entre na competição com a sua máxima possibilidade de desempenho.

A dúvida que sempre assalta os corredores, portanto, é: quando iniciar a recuperação, ou o descanso ativo? Pela nossa experiência como treinador, acreditamos nos seguintes pontos fundamentais para a solução dessa questão:

- O tempo de treinamento do corredor e a sua experiência.
- A idade do corredor e o seu estilo de vida (alimentação, sono, trabalho, lazer, família).
- A quilometragem acumulada para a competição em questão e o tipo de treinamento realizado.
- Períodos de descanso intermediário.
- A resposta do organismo aos estímulos do treinamento (ajustes biológicos).

Se estas questões forem bem compreendidas e consideradas no momento da elaboração do plano de treinamento para a competição, acreditamos que o treino possa apresentar inúmeras possibilidades para o seu desenvolvimento, permitindo ao treinador e ao atleta uma excelente planificação.

A PREPARAÇÃO IMEDIATA PARA A COMPETIÇÃO. Muitos corredores são capazes de participar de duas maratonas em um período de tempo de apenas sete dias, mantendo o mesmo nível de desempenho em ambas. Assim, seria possível fazer o último treino longo uma semana antes da maratona? Acreditamos que sim, desde que o corredor observe algumas regras importantes que estão relacionadas ao sono, alimentação, estresse social e profissional e à própria estrutura da planificação do treinamento.

Uma maneira de se fazer isso, sem prejuízo ao rendimento, é aquilo que chamamos de "preparação imediata para a competição", que nada mais significa que aumentar gradativamente, semana a semana, a quilometragem do treino longo, culminando com a maratona.

Veja o exemplo de periodização para a maratona, conforme o princípio do ciclo imediato para a competição:
Condicionamento: 22 km
Condicionamento: 24 km
Condicionamento: 26 km
Competição: 21 km

Condicionamento: 28 km
Condicionamento: 32 km
Condicionamento: 36 km
Competição: 42 km

Este ciclo imediato para a competição é dividido em dois períodos de 3 x 1: no primeiro, temos três semanas de condicionamento, onde a quilometragem do treino longo é elevada gradativamente, sendo que na quarta semana, haverá uma competição ou um treino forte na distância de 21 km, onde o corredor deverá buscar o seu melhor ritmo competitivo. No segundo período, novamente temos três semanas de condicionamento, com um novo aumento da quilometragem do treino longo, sendo que na quarta semana o corredor alcança o pico da quilometragem ao percorrer os 42 km da maratona.

A periodização composta pelos ciclos imediatos para a competição pode ser realizada por qualquer corredor experiente A vantagem desse sistema de cargas crescentes é que o corredor pode optar por realizar os dois períodos do ciclo (para os corredores que necessitam de um pouco mais de rodagem), ou apenas um único período, o último, para os mais treinados. Ou seja, é possível fazer a maratona com apenas 4 ou 8 semanas de treinos específicos para quem já apresenta um bom nível de rodagem.

Assim, longe de ser uma questão mitológica, podemos mostrar que é possível a realização de um trabalho de recuperação tanto seguindo os parâmetros tradicionais (de três semanas com redução da carga), como inovando na estrutura do ciclo de preparação (sistema de cargas crescentes), o que deixa claro que não há uma verdade exclusiva e universal em se tratando de treinamento esportivo e que tudo está aberto a novas experimentações. Em ambos os casos os corredores irão obter os benefícios de um bom planejamento e estratégia de treino.

fonte:
http://revistacontrarelogio.com.br/materia/quando-e-como-reduzir-o-treino-antes-de-uma-maratona/

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Boa leitura - corrida de rua

Vanderlei Cordeiro de Lima

" A MARATONA DE UMA VIDA"
Capa do livro

Foi meu primeiro livro de corrida (antes, tinha publicado em 1976 o “Abertura 1812”, de contos). Nele conto minha trajetória de completo sedentário militante a ultramaratonista, fazendo aventuras por locais com a Grande Muralha da China, montanhas e vales do interior da Austrália e caminhos pelo litoral da África do Sul. Correr vira um aprendizado de vida.


Já o “+CORRIDA” traz experiências diversas. Além de relatos de provas que provas que enfrentei, trago entrevistas originalmente publicadas no meu blog e ainda filosofadas sobre o ofício de colocar uma perna depois da outra, um passo depois de outro o mais rapidamente possível. Entre as personalidades que me deram a hora de entrevistá-las estão o ex-recordista mundial da maratona, Ronaldo da Costa, e a única brasileira que participou da primeira maratona olímpica feminina, Eleonora Mendonça.
Bueno, está feito o convite. Passe adiante.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Show e boas notícias!

Esta semana resolvi dar uma pausa nos treinos e curtir um pouco a noite. Fui com minha esposa assistir ao show da cantora americana Alicia Keys, que empolgou e colocou todos para dançar durante uma hora e quarenta minutos aqui em Porto Alegre, no encerramento da sua turnê. Depois de encantar a galera no Rock in Rio com sua simplicidade e beleza, ela e sua banda fizeram uma apresentação sensacional, misturando vários sucessos da sua carreira.
Alicia Keys no show em Porto Alegre

Alicia Keys, sempre linda!
Eu e minha amada, esperando o inicio do show



Além do show, recebi a ótima noticia da aprovação da minha inscrição para a prova mais longa do estado. A difícil Travessia Torres-Tramandaí, que acontecerá em janeiro de 2014. Em sua 10ª edição a Ultttra, organizada pelo SESC/RS e pelo Clube de Corredores de Porto Alegre, não é dedicada apenas para Ultramaratonistas, existe a participação em equipes de oito, quatro e dois indivíduos. Atletas inscritos na categoria individual percorrem toda a extensão da prova (81.240m), que é realizada no litoral gaúcho.
Agora é dedicação total aos treinos...mas antes ainda tenho o compromisso de fazer uma boa corrida na Maratona da Santa Catarina no último final de semana de setembro.
Será que vai rolar praia?

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O caso da corredora incansável

Depois de passar por uma cirurgia no cérebro, Diane Van Deren, 52 anos, esquece a distância que está percorrendo e atrasa a chegada do cansaço

                                           
O nosso cérebro é realmente responsável por coisas incríveis. O caso da americana Diane Van Deren mostrado na edição do Esporte Espetacular é realmente fantástico. Como foi mostrado na matéria, ela era portadora de um foco epilético no lobo temporal do cérebro, área responsável pelo mecanismo da memória recente. Para tratar a epilepsia ela se submeteu a uma cirurgia que removeu tecido nervoso desta área. Os sintomas da epilepsia desapareceram e ela passou a ter uma vida normal.

É realmente um exemplo extraordinário da influência do chamado poder mental no desempenho. A competência de administrar este “cansaço psicológico” pode ter realmente enorme influência no rendimento físico.
O déficit que ficou foi um prejuízo parcial do mecanismo da memória de curto prazo, que não causa problemas maiores, diante do enorme benefício proporcionado pela cirurgia. Um dos hábitos que ela passou a cultivar foi a corrida de longas distâncias. Diane se tornou uma ultramaratonista passando a obter resultados muito significativos em provas de longas distâncias. Seus resultados foram particularmente incríveis, porque ela passou a superar todas as concorrentes femininas com 53 anos de idade.
Logo surgiram questionamentos sobre que tipo de benefício ela havia adquirido havendo até questionamentos se ela não teria vantagem em relação às demais corredoras. Na verdade, podemos entender melhor o caso da atleta abordando o mecanismo da fadiga. Consideram-se existir dois componentes: A fadiga periférica e a fadiga central.
Diane Van Deren (Foto: Reprodução / TV Globo)Diane Van Deren: corredora incansável é um caso
único no esporte (Foto: Reprodução / TV Globo)
A fadiga periférica tem origem nos mecanismos metabólicos dos músculos, decorrentes do acúmulo de ácido láctico, do esgotamento dos estoques de glicogênio, e também de fatores fisiológicos sistêmicos, como desidratação, perda de sais minerais e etc.
Estes mecanismos da fadiga periférica são antecipados quando a intensidade da corrida é maior, como nas provas de 10km, meia maratona, etc. No caso da Diane, este mecanismo não sofreu nenhuma alteração, ou seja ela tem o mesmo cansaço físico que qualquer outra atleta. Nas provas mais longas, como as ultramaratonas, a fadiga periférica também está presente, porém ela é retardada pela intensidade mais moderada do ritmo da corrida.
Nesta situação, passa a ter grande influência a chamada fadiga central, que nada mais é que a interpretação do cérebro a respeito do acúmulo progressivo de exercício que estamos fazendo. É como um cansaço decorrente até de certa monotonia do exercício muito prolongado. Este mecanismo tem enorme relação com a memória a curto prazo, que no caso da Diane está comprometida. Isto, com certeza explica a maior tolerância que ela adquiriu para as provas de longas distância.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Adidas e Puma: a curiosa história de amor e ódio nas empresas que mudaram o esporte

Os irmãos Adolf e Rudolph Dassler montaram uma fábrica de calçados que foi muito bem. Mas os dois brigavam muito e acharam melhor separar. Assim nasceram a Adidas e a Puma.

Adidas

Alemanha. Calçados, roupas e materiais esportivos. 1949.
adidas.jpgComeçar um pequeno negócio não é fácil. Se você resolver encarar a tarefa sozinho, vai se preparando, pois o trabalho é dobrado. Por isso mesmo muita gente procura um sócio, aquela pessoa de confiança que chega para dividir ambições e prejuízos. Em muitos casos esse parceiro é escolhido dentro do próprio ambiente familiar. Sendo assim, é muito natural ver parentes em primeiro grau abrindo comércios por aí.
Foi o que aconteceu com os irmãos Adolf Dassler e Rudolph Dassler.
Os dois tinham experiência com calçados e resolveram montar uma fábrica chamada Gebrüder Dassler Schuhfabrik (Fábrica de Calçados Esportivos Irmãos Dassler). A coisa andou bem até que uma regra de ouro da sociedade entrou no jogo, associada à verdade mais palpável da relação entre irmãos. Essa lei antiga e inflexível diz que parentes e sócios sempre brigam, não lhes faltando nunca motivos, sejam eles autênticos ou não.
Assim foi com os Dassler depois de 28 anos juntos: cada um seguiu seu próprio rumo. Sentimentos fraternos à parte, a cisma deles foi uma das mais significativas do capitalismo moderno.
dassler1.jpgAdolf, usando seu apelido (adi) e as três primeiras letras de seu sobrenome (das), fundou a Adidas. Rudolph não ficou atrás e logo depois fundou a Puma. Que família?
Curiosidades Adidas
1. Em 28 anos juntos, Rudolph e Adolf alcançaram sucesso com os calçados que fabricavam. Em 1936, por exemplo, foi com a ajuda de um de seus tênis que o afro-americano Jesse Owens ganhou várias medalhas no atletismo, deixando Hitler furioso. O ódio foi tanto que, assim que a II Guerra Mundial começou, o ditador mandou confiscar a fábrica dos Dassler.
2. Depois do conflito o controle voltou aos irmãos, que encontraram enormes dificuldades para manter o negócio. A matéria-prima era escassa e eles tiveram que recolher dos escombros da guerra a lona e a borracha usadas na fabricação de seus calçados.
3. A bola oficial da Copa 2006 foi a Teamgeist, da Adidas.
4. As três listras, identidade visual da marca, foram criadas por Adolf assim que a Adidas foi fundada. Elas se popularizaram em 1962, quando foram aplicadas em calças e agasalhos fabricados pela empresa.
5. Rudolph Dassler batizou sua nova empresa da mesma forma que seu irmão, baseado em seu nome e sobrenome. Por isso a Puma inicialmente se chamou Ruda. O nome mudou mais tarde, mas a explicação vem daqui a pouco.

Puma

A briga dos irmãos Dassler criou duas das maiores marcas do mundo. Adolf  com a Adidas e Rudolf e sua poderosa Puma.
puma1.jpgNaturalmente a trajetória das duas companhias é parecida. A empresa de Rudi começou a funcionar em 1948, mesmo ano da Adidas. O nome que ele escolheu teve inspiração idêntica. Foi primeiramente chamada de Ruda, um acrônimo formado pelas duas letras iniciais de seu nome (Rudolf) e sobrenome (Dassler).
A denominação teria permanecido assim não fosse o comentário de um amigo de Rudi. Ele disse que o termo Ruda soava estranho, meio sem sentido. Rudolf concordo e resolveu mudar a marca para Puma, uma palavra com som bastante parecido e que ainda tinha a vantagem de se referir ao simbólico felino nativo do continente americano.
Com o empreendimento devidamente batizado, Rudolf precisava agora achar um caminho para fazer sucesso. Uma experiência do passado lhe ofereceu uma boa sugestão. Em 1936, quando ainda trabalhava com o irmão, ele ofereceu seus calçados ao corredor norte-americano Jesse Owens, durante as Olimpíadas de Berlim. Owens ganhou quatro medalhas de ouro, fazendo uma publicidade daquelas para a empresa dos Dassler. Sem querer os dois tinham criado o que conhecemos atualmente como marketing esportivo.
Rudi lembrava bem de como o acordo com Owens tinha dado certo, por isso desde o começo da Puma pensou em associar a marca a esportistas famosos. Para ele seria essa a melhor estratégia para tornar a empresa conhecida.
O plano começou a funcionar em 1950, na primeira Copa do Mundo organizada após a II Guerra Mundial. Naquele evento parte dos jogadores da seleção alemã usaram calçados da Puma. O mesmo aconteceu nas Olimpíadas de 1952, na qual o desempenho dos atletas que usavam os calçados da marca chamou a atenção dos consumidores de diversos países.
rudolf1.jpgRudi investiu também nas chuteiras de futebol, acertadamente focando parte dos negócios no esporte mais popular do mundo. Na Copa de 1970 Pelé foi garoto propaganda da marca, tornando-se personagem de uma precursora e criativa jogada de marketing.
Durante um jogo entre Brasil e Peru os jogadores esperavam o começo da partida. O juiz estava prestes a autorizar o início quando Pelé, instruído por Rudolf, pediu mais uns segundos para poder amarrar suas chuteiras. Imediatamente (e inocentemente) todas as câmeras focalizaram o pé do Rei e a listra branca que na época identifica a Puma. O retorno foi imenso, uma vez que a Copa de 70 foi a primeira a ser transmitida ao vivo.
Depois de Pelé, diversos outros jogadores famosos participaram de propaganda da empresa, incluindo Maradona e atletas conhecidos de diversos outros esportes.
Baseada nessas inovações da propaganda, já na década de 60 do século XX a Puma se firmava como uma marca global, exportando para mais de 100 países.
Curiosidades Puma
1. O mais legal da história do Pelé fazendo marketing para a Puma é o seguinte. Dizem que a Adidas fez uma proposta para ele, uma vez que o Rei já jogava com chuteiras da marca. No entanto, a Puma ofereceu mais dinheiro e Pelé fechou o acordo. Acontece que ele já estava com uma chuteira da Adidas amaciada e não queria correr o risco de ganhar calos com um calçado novo.
O que fez? Pintou a sua chuteira Adidas de preto, sumindo com as três listras. Depois pintou uma listra branca sobre o fundo preto, que na época era o que identificava a marca da Puma. Ninguém percebeu. Pelé fez marketing para a Puma, mas na verdade jogou de Adidas.
2. Mais interessante ainda é saber que, antes da Copa de 70, Adidas e Puma fizeram um acordo: não iriam fazer marketing usando o Pelé. Ele era muito bom, sairia muito caro fazer propostas. No fim falou mais alto o espírito competitivo.
3. Em meados da década de 60 a Puma criou um novo processo para fabricar chuteiras, o qual unia o solado às travas de uma maneira mais eficiente e durável. O processo tornou o produto tão bom que quase 80% das outras fábricas adotaram o processo criado pela Puma.
4.  A marca foi também a primeira a usar Velcro num calçado esportivo.
5. Rudi morreu em 1974. Em 1989 seus filhos Armin e Gerd Dassler venderam a empresa.
6. O neto de Rudi, Frank Dassler, assumiu um importante cargo na Adidas em 2004.
7. Não fosse a Nike, a família Dassler teria as duas marcas de calçados mais valiosas do mundo.

Mais curiosidades:
*O fim da rivalidade entre as empresas foi simbolizado apenas em 2009, quando funcionários das duas marcas realizaram uma partida amistosa de futebol. De acordo com a CNN, mesmo na morte a rivalidade ficou exposta entre os irmãos, já que ambos foram enterrados no mesmo cemitério, mas em extremidades opostas, ficando o mais longe possível um do outro.
*Na Olimpíada de 1960, o corredor Armin Hary firmou contratos separados com a Adidas e a Puma. Foi a única vez que os irmãos concordaram em alguma coisa: Armin nunca mais foi patrocinado por eles.
*A competição entre Adi e Rudi era tão grande que, nos anos 70, eles não perceberam a aproximação de sua verdadeira inimiga: a americana toda poderosa Nike, que desbancou as duas marcas alemãs.
 
 
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Por dentro do Planeta Nike

“If you have a body, you are an athlete”. Pode parecer um exagero, mas não é. É verdade. Mesmo você, que não faz exercício físico, sabe disso. Já se você faz qualquer atividade física, sabe melhor do que ninguém que a afirmação é rigorosamente verdadeira. Seja como for, mais que uma simples frase, ela é a síntese da missão da NIKE que há quase 40 anos atrás produzia tênis e hoje fabrica desejos. Quem os compra, leva de brinde todo um ideal de vitória. Mesmo que não ganhe uma medalha sequer, em qualquer competição esportiva. Tênis e uma centena de outros produtos são apenas um endosso. Seu logotipo, que não carrega mais o nome da marca, dispensa explicação. Talvez seja a mais contundente e representativa síntese gráfica de uma marca. Nenhuma outra marca ligada aos esportes voou tão alto nas asas de sua originalidade e relação com seus consumidores. O slogan “Just do it” passa idéia de simplicidade. Mas não é tão fácil assim inovar e se manter no topo por tanto tempo. No entanto, é o que a NIKE faz. E há décadas. NIKE é um mito que patrocina mitos.A históriaA idéia de criar a NIKE surgiu de um projeto de MBA de Phil Knight, um ex-atleta de corridas de média distância da universidade de Oregon, enquanto este freqüentava o curso de gestão administrativa da tradicional universidade de Standford. Ele acreditava que, ao importar tênis que eram fabricados no Japão, utilizando mão-de-obra barata, poderia conquistar uma parcela de mercado da marca alemã Adidas. Começou então pelos tênis de atletismo. Em 1963 foi ao Japão negociar com a marca Tiger a importação e representação de tênis para atletismo, com o objetivo de introduzi-los no mercado americano, que até aquele momento era dominado por marcas alemãs. No ano seguinte a primeira remessa de 300 pares da Tiger chegava à cidade de Portland, no Oregon, costa oeste dos Estados Unidos, em nome da empresa Blue Ribbon Sports, que Phil Knight e Bill Bowerman, seu treinador de atletismo na universidade de Oregon, haviam criado em 25 de janeiro com apenas US$ 1.000 e um aperto de mão. No primeiro ano a empresa faturou US$ 8.000.
Bill prontamente modificou o modelo, incorporando ao tênis a primeira entressola completamente acolchoada, inovação radical para a época. O tênis caiu no gosto do público e tornou-se o modelo da Tiger mais vendido em 1968. A dedicação à corrida era tanta que ambos sentiram a necessidade de um tênis que pudesse contribuir para a melhoria do desempenho do atleta. Bowerman decidiu então, em 1970, testar um solado de forma inusitada, mas que acabou dando certo: em sua cozinha despejou borracha na chapa de waffles da esposa para criar um solado melhor, mais leve e durável. Surgia então um tênis com uma sola leve e ondulada, muito mais aderente e considerada revolucionária para a época. Começaram então a produzirem seus próprios tênis.
Esta parceria não poderia ser melhor, além de grandes amigos, ambos entendiam do negócio que estavam começando. Enquanto Phil vendia os tênis no porta-malas de seu carro nas competições de atletismo realizadas pelo território americano, Bill cuidava do desenvolvimento e design de novos modelos. A partir daqui a tecnologia ligada ao esporte nunca mais seria a mesma. Mas os novos tênis com a primeira entressola inteiriça da história, que seriam produzidos inicialmente no México, precisavam de uma marca.E isto aconteceu no ano de 1971, quando a jovem estudante de design gráfico, Carolyn Davidson, criou por míseros US$ 35 o famoso símbolo da marca, chamado Swoosh. O nome Nike surgiu logo depois e foi por sugestão de Jeff Johnson, ex-rival de Phil nas pistas de atletismo e primeiro funcionário da Blue Ribbon Sports, que havia sonhado com a Deusa grega da vitória, “NIKÉ” (pronuncia-se niqué). Diziam os gregos que a Deusa podia voar e correr em grandes velocidades. E nada mais apropriado para a nova marca que surgia.A primeira aparição oficial da marca em eventos esportivos foi em 1972, nas classificatórias olímpicas realizadas no Oregon. Os atletas da maratona que usaram o tênis NIKE CORTEZ classificaram-se entre o 4º e o 7º lugar, enquanto os atletas da marca Adidas conquistaram os primeiros três lugares. Para promover a marca, a empresa confeccionou camisetas distribuídas durante as eliminatórias, sendo o primeiro item de vestuário da NIKE. Desde os corredores até fãs e juízes usaram as camisetas. Foi neste mesmo ano que o Canadá se tornou o primeiro país estrangeiro a receber os produtos da marca. Neste período Bowerman melhorou o material das solas utilizando borracha mais flexível, mais elástica e menos compacta. Em 1976, nas eliminatórias olímpicas americanas na cidade de Eugene, os tênis NIKE eram vistos em abundância nos pés de jovens promessas do atletismo.
Sua verdadeira expansão internacional começou em 1978, ano em que a empresa passou a ser oficialmente chamada NIKE Inc., com a entrada no mercado sul-americano e distribuição dos produtos no continente europeu. O ano de 1980 foi marcado pela inauguração do primeiro laboratório de pesquisa e desenvolvimento da empresa, onde era possível testar vários aspectos da biomecânica e da fisiologia do corpo humano. Pouco depois, em 1982, ingressou no mercado europeu de futebol ao firmar contrato de patrocínio com o time francês do Paris Saint-Germain. Nesta época a empresa já possuía uma linha de tênis com mais de 200 modelos. No final desta década, em 1988, a NIKE ingressou no segmento de calçados não esportivos ao adquirir a Cole Haan, uma marca Premium de sapatos e acessórios. A década de 80 foi marcada por grandes sucessos, principalmente os tênis NIKE AIR e AIR JORDAN, que se tornaram objetos de desejo entre os jovens do mundo inteiro.
Depois de passar por um período difícil entre 1993 e 1997, devido a um plano de expansão e acusações de utilização de mão de obra infantil em suas fábricas no continente asiático, o que levou a uma forte queda nas vendas e conseqüentemente no faturamento, a NIKE se reposicionou: “decidimos que éramos uma empresa de artigos esportivos e não apenas uma empresa de calçados”, afirmou Phil Knight tempos depois. Além disso, a NIKE resolveu entrar para valer na briga direta pelo mercado de futebol. A nova visão traduziu-se em contratos de publicidade e patrocínios que tinham como objetivo alcançar uma audiência esportiva mais ampla, patrocinando assim atletas individuais, como o jogador de golfe Tiger Woods. No mês de fevereiro de 2002 anunciou a compra da marca de roupas e equipamentos de surfe Hurley. No ano seguinte, comprou a fabricante do tradicional tênis All Star, a Converse, por US$ 305 milhões. A compra da marca All Star iria ajudar a ocupar um espaço que a marca ainda não havia conseguido se fixar: tênis de preço mais acessível. Nesta época, a NIKE se tornou verdadeiramente uma marca global, com o faturamento mundial superando o do mercado americano.
A campanha Joga Bonito, lançada em 2006, foi um sucesso mundial para a NIKE. Nela, o ex-jogador francês Eric Cantona, frustrado com os aspectos negativos do futebol, cria uma emissora para transmitir seu próprio manifesto defendendo os atributos que podem salvar o esporte que ele ama: honra, garra, habilidade, alegria e espírito de equipe. Para tanto, ele contou com a ajuda de craques como os brasileiros Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo Fenômeno, o francês Thierry Henry e o inglês Wayne Rooney. O sucesso da campanha foi refletido em números: a marca vendeu mais de 2.4 milhões de uniformes e aproximadamente 23 milhões de pares de chuteiras em todo o mundo, consolidando assim uma posição de liderança, ao lado da rival Adidas, no mercado de futebol. Em 2007 surpreendeu o mundo ao adquirir por US$ 582 milhões a tradicional UMBRO, marca britânica com uma sólida herança e com uma profunda experiência no esporte mais popular do mundo e no maior mercado de futebol do planeta, acirrando ainda mais a guerra com a rival Adidas.
Em 2008, os Jogos Olímpicos na China serviram de palco para a apresentação da tecnologia Flywire, que permitia mudar a forma como calçados eram projetados, reduzindo ao mínimo a quantidade de tecido necessária para estruturar o tênis. Essa nova tecnologia, que consumiu sete anos de pesquisas, foi inspirada nas famosas pontes suspensas. Atualmente a NIKE trabalha com duas grandes categorias de produtos: Performance (produtos para uso esportivo) e Sports Culture (produtos para uso casual inspirados no esporte). Por tudo isso, a NIKE pertence àquele escasso time de empresas reputadas por revolucionar o setor em que operam. Maior fabricante mundial de artigos esportivos, a empresa foi pioneira no movimento de terceirização da produção, que acabou por se tornar um padrão global. Sem fábricas próprias, a NIKE passou a se concentrar na inteligência de marketing, design e inovação. Também transformou sua marca em um ícone mundial ao casar cultura popular com esportes e elevar o culto ao atleta a um ponto nunca antes imaginado. Nesse processo, criou o marketing esportivo moderno e produziu uma legião de milionários e vitoriosos. Tênis inspirados em pontes. Laboratórios que aplicam tecnologia espacial. Funcionários livres para treinar a qualquer hora do dia. A NIKE é realmente uma empresa diferenciada.
A linha do tempo1972 Lançamento do NIKE CORTEZ, primeiro tênis produzido pela empresa, confeccionado em náilon e camurça, e que desde então se tornou um símbolo dentro da NIKE. O tênis foi batizado com o nome do conquistador espanhol que dominou o México no século XVI. Desde gangues em Los Angeles, descendentes de mexicanos, motoqueiros, grafiteiros, artistas e roqueiros, muita gente adotou o modelo como “tênis oficial” nos anos 80 e 90.
Introdução de sua primeira linha de calçados, entre eles o conhecido “Moon Shoe”, com seu solado baseado em “waffles”, distribuído largamente em competições eliminatórias de atletismo pelos Estados Unidos.
Lançamento do NIKE BLAZER MID, tênis inspirado em um modelo utilizado pelo jogador de basquete George “Iceman” Gervin do San Antonio Spurs durante a década de 70.1974 Lançamento do NIKE WAFFLE TRAINER, um tênis para treinamento com o tradicional solado waffle.1975 Lançamento do NIKE ELITE, tênis de corrida que rapidamente se tornou um dos mais estrondosos sucessos da marca.1977 Criação do NIKE AW77, um agasalho clássico de meio zíper com capuz estilo mergulhador com camadas múltiplas. O AW77, que significa “Athletics West 1977”, primeira organização americana apoiada pela NIKE, que dava suporte aos atletas americanos para que pudessem se dedicar inteiramente a seus treinamentos, foi criado por Geoff Hollister, terceiro funcionário na história da empresa.1978 Lançamento do NIKE WALLY WAFFLE, BURT BRUIN e ROBBIE ROAD RACER, primeira linha da marca voltada para o público infantil.
Lançamento do NIKE WINDRUNNER, o tradicional agasalho de náilon para corrida, desenvolvido para resistir ao clima (chuva e vento) e oferecer condições máximas de desempenho aos atletas.1979 Lançamento do NIKE TAILWIND, primeiro tênis com bolsas de ar no solado. Os famosos tênis haviam estreado no dia 30 de novembro de 1978 na maratona de Honolulu nos pés de pouquíssimos e selecionados atletas.
Lançamento do NIKE APPAREL, a linha de acessórios, vestuário e equipamentos da marca.1982 Lançamento do NIKE AIR FORCE I, primeiro tênis de basquete a utilizar a tecnologia Air, e do NIKE AIR ACE, voltado para a prática do tênis.1985 Lançamento do AIR JORDAN, um tênis para a prática do basquete e primeiro produto de uma extensa linha com a assinatura do jogador de basquete Michael Jordan.
Lançamento do NIKE DUNK, um tênis de basquete que se tornou uma verdadeira febre entre as equipes universitárias americanas da época. O modelo foi então foi relançado em 1998 e se tornou um ícone da marca, presença constante desde então nos pés de skatistas até em quadras de basquete.1986 Lançamento das linhas de vestuário e equipamentos para basquete e tênis, endossadas por Michael Jordan e Jonh McEnroe, respectivamente.1987 Lançamento dos tênis NIKE AIR e AIR CROSS TRAINING, este último voltado para a prática da ginástica aeróbica.1988 Lançamento do NIKE AIR STAB, um tênis que utilizava a nova tecnologia de estabilização chamada Footbridge.1990 Inauguração de sua primeira mega-loja temática e conceitual, conhecida como NIKETOWN, no centro da cidade de Portland.
Lançamento do NIKE AIR MAX, uma evolução do tradicional tênis NIKE AIR.
1991
Lançamento da linha de acessórios FIT, uma malha têxtil de alta tecnologia.
Lançamento do NIKE AIR HUARACHE, tênis que utilizava a tecnologia Huarache Fit.
Lançamento do NIKE AIR MAX 180, tendo como principal característica a visibilidade de toda a bolsa de ar na parte traseira do tênis.1994 Lançamento da NIKE AIR DESCHUTZ, uma sandália que se tornou um dos produtos mais vendidos da marca.1995 Lançamento do NIKE ZOOM AIR, sistema de amortecimento de baixo perfil que oferecia proteção contra impactos.1996 Lançamento da NIKE EYEWEAR, uma linha de óculos esportivos modernos e arrojados.1997 Lançamento do NIKE TRIAX, primeiro relógio especificamente desenvolvido para atletas, que continha a caixa “torcida” para se adaptar melhor ao pulso. Com o passar dos anos inúmeros modelos foram introduzidos no mercado.
1998
Lançamento da NIKE MERCURIAL, chuteira mais leve do mundo na época, proporcionando mais aderência e conseqüentemente maior velocidade e precisão no chute.
Lançamento da NIKE AIR ZOOM M9, primeira chuteira feminina assinada pela jogadora americana de futebol Mia Hamm.
Lançamento das famosas bolas de golfe da marca (NIKE GOLF BALLS).
1999
Lançamento do NIKEID.com, um site que disponibilizava vários modelos de tênis, malas e relógios com inúmeras opções de personalização, permitindo ao cliente adaptar o modelo com suas próprias especificações, escolhendo as cores e o estilo que expressavam sua identidade. “Just do it – yourself” era a mensagem da NIKE para os consumidores que procuravam produtos personalizados.2000 Lançamento do NIKE AIR PRESTO, um revolucionário tênis de corrida, disponível em seis tamanhos diferentes e várias cores.
Lançamento da tecnologia SHOX, um sistema de amortecimento extremamente moderno utilizando colunas em forma de molas nos solados de seus tênis.
Lançamento do SWIFT SUIT, uma roupa que reduzia o atrito com a pele em até 7%, podendo assim representar uma melhora de 0,02 segundos em uma prova de 100 metros rasos. A roupa, um estranho macacão com capuz, criada para facilitar a aerodinâmica do corpo nas provas de curta distância, se tornou sensação nas Olimpíadas de Sydney.2001 Inauguração da NIKE GODDESS, uma loja totalmente voltada para o público feminino, que abriu sua primeira unidade na cidade californiana de Newport Beach. Em 2004, a rede de lojas foi renomeada passando a chamar NIKEWOMEN.
2002
Lançamento da NIKE COOL MOTION, uma tecnologia inovadora, aplicada em roupas, baseada no conceito de duas camadas. A camisa e o calção apresentam dois tecidos, um que fica em contato com a pele e tem a tecnologia DRI-FIT, e um externo, impermeável, com elasticidade e recortes em mesh (tecido com orifícios), que maximizam a regulagem térmica através do movimento do jogador.
Lançamento dos primeiros tacos de golfe profissionais da marca. O esporte se tornou tão importante para a empresa, que foi criada uma divisão chamada NIKE GOLF, atualmente a maior do mundo no segmento, com faturamento superior a US$ 600 milhões em 2011.
Lançamento do NIKE GO, um programa comunitário que visava incentivar a prática de atividade física entre os jovens americanos.
Lançamento da NIKE SB (abreviação de “skateboarding”), uma linha de calçados especificamente desenvolvida para skatistas, que incorporava tecnologia Zoom Air no solado e língua acolchoada. Nos anos seguintes a linha passou a contar também com vestuário e equipamentos.2004 Lançamento da NIKE TOTAL 90, uma avançada linha de bolas, chuteiras e roupas voltadas para o futebol.2005 Lançamento da NIKE HERITAGE, uma linha de calçado, vestuário e equipamento que expressava a identidade da marca ao longo de sua história.
Lançamento do NIKE FREE, tênis que permitia total sensibilidade e flexibilidade em alto desempenho.
Lançamento da NIKE MAXSIGHT, lentes de contato coloridas anti-reflexo para utilização em vários esportes.
2006
Lançamento do NIKE AIR MAX 360, um tênis revolucionário que não possuía entressola, apenas ar.
Lançamento do NIKE+ iPod SPORT KIT, um sistema sem fios que permite que o tênis NIKE+ comunique-se com o iPod Nano, fornecendo dados sobre a corrida do atleta.2007 Lançamento do NIKE AIR NATIVE N7, um tênis desenhado especificamente para os índios americanos, atendendo os requisitos de forma e largura dos pés dos nativos, com design inspirado em sua cultura. Para desenvolver o primeiro tênis para uma etnia ou raça específica, foram realizadas pesquisas com 200 índios de 70 tribos norte-americanas antes do lançamento do produto.2008 Lançamento do NIKE ZOOM VICTORY, tênis de corrida mais leve do mundo pesando apenas 93 gramas, e que possui pinos no solado, corpo feito de náilon plastificado e sustentado por dezenas de fios de carbono. O tênis é 27 gramas mais leve que seu antecessor (sapatilha GOLDEN) que ajudou o americano Michael Johnson a ganhar medalhas de ouro nas provas de 200 e 400 metros nas Olimpíadas de Atlanta em 1996.
Lançamento do NIKE LUNARLITE, um tênis composto de espuma especial (inspirada na chegada do Homem à Lua), que permite corridas com menor desgaste físico.
Lançamento do AIR JORDAN XX3, um tênis de basquete que utiliza as mais avançadas tecnologias para comemorar os 23 anos de total supremacia do maior jogador de basquete da história.
Introdução da Flywire, uma avançada tecnologia que consumiu sete anos para ser desenvolvida e se inspirou em pontes suspensas, que utilizam cabos para dar solidez às suas estruturas. Em vez de se apoiar em camadas de tecidos para estruturar o calçado, o sistema usa a costura de fios finos e super-resistentes. Além de permitir a combinação de leveza com resistência, o Flywire utiliza um método de produção com máquinas de costura automatizadas. Os primeiros pares de tênis usando o sistema foram apresentados nas pistas de corrida das Olimpíadas da China. Hoje, ele é usado em vários produtos, inclusive os tênis de basquete.2009 Lançamento da PRO COMBAT, uma nova linha de produtos para esportes de contato composta por acessórios que se ajustam perfeitamente ao corpo do atleta, mantendo-o sempre seco, protegido e com total liberdade de movimentos.2011 Lançamento do NIKE LUNAR ELITE+2, um tênis de velocidade que reúne estabilidade e agilidade para uma corrida mais rápida. O tênis tem como principal característica a entressola mais baixa, feita com espumas de menores densidades que proporcionam estabilidade e uma resposta mais rápida nas corridas em velocidade.
Nike Air: a lendaEm toda empresa sempre existe um produto que marca literalmente sua história. Revolucionário, pioneiro e campeão de vendas. Na NIKE não foi diferente. Ela não seria o que é hoje se não fosse NIKE AIR. Esta tecnologia revolucionária e exclusiva de amortecimento começou a ser desenvolvida em 1978, oferecendo excelente amortecimento e maior leveza aos atletas. A bolsa de ar era embutida na entressola do tênis, oferecendo uma solução durável, leve e versátil. Como a bolsa de ar não era visível, sua existência era indicada pela palavra AIR. Este sistema foi desenvolvido por Frank Rudy, um ex-engenheiro da NASA e maratonista. Após aperfeiçoamentos necessários, em 1979 foi lançado no mercado o NIKE TAILWIND. Essa tecnologia não parou de ser desenvolvida, até que em 1987 surgia finalmente o famoso NIKE AIR pelas mãos do ex-atleta Tink Hatfield que projetou o modelo que revolucionaria o mercado. A força bruta e repetitiva do esporte poderia ocasionar sérios danos ao corpo e ao desempenho do atleta. Para absorver e dispersar a força destes impactos, a NIKE desenvolveu bolsas de grande volume, compostas por câmaras de ar. A bolsa de ar, agora visível, facilitava a identificação do produto.
Em 1990, com pequenas modificações e variedades de modelos, foi introduzido o Air Max ’90. Seu sucessor, o Air Max 180, foi lançado mundialmente no mercado em 1991, e tinha como principal característica a visibilidade de toda a bolsa de ar na parte traseira. Dois anos depois, uma nova tecnologia chamada Blow Molding, onde as bolsas de ar, com o dobro de densidade, envolviam a parte do calcanhar, absorvendo o impacto na planta do pé, foi introduzida no Air Max ’93. No modelo Air Max ’95, a novidade eram que as bolsas de ar se moviam para a parte dianteira do pé. Com neon na parte da frente, o tênis recoberto com nubuck em um degrade que ia do cinza-claro ao cinza-escuro e sola preta, era um modelo sem precedentes no mercado. A primeira sola com bolsas de ar em toda sua extensão que permitiam literalmente caminhar sobre o ar foi introduzida no modelo Air Max ’97 com sua famosa cor prateada. Em 2000 surgiu o Air Presto, apelidado de “camiseta para seus pés”, de tão confortável e leve. Em 2003 foi a vez do Air Max ’03 ser introduzido no mercado. Quando todos já achavam que havia acabado as evoluções deste modelo, a NIKE surpreendeu e lançou, em 2006, um modelo revolucionário chamado Air Max 360. Sem entressola, apenas ar. Era o mais leve da história deste modelo. As mais recentes novidades da linha são o Air Max Trainer 1+ e o Air Max Turbulence (2010).
Uma experiência única
As lojas hoje em dia devem tornar-se algo mais do que apenas um simples lugar para compras. Devem ser um ambiente que ofereça um mundo de experiências multissensoriais, destinadas a criar um vínculo emocional com o consumidor. Pensando nisso, a NIKETOWN foi desenvolvida e criada em 1990 na cidade de Portland. A música era vibrante e tudo estava relacionado ao “estilo de vida NIKE”, que faz dos esportes e seus astros o seu principal apelo. Os andares estavam divididos pela finalidade de uso dos produtos - basquete, beisebol, corrida, futebol, tênis - e cada espaço tinha atletas que o simbolizavam. Michael Jordan e seus parceiros estavam enormes nas fotos, em seus melhores momentos. A maioria dos espaços tinha sons e vídeos relacionados ao esporte, criando um ambiente único. O sucesso da loja foi tamanho, que a NIKE resolveu inaugurar outras unidades em cidades como Chicago (1992), Atlanta (1993), Costa Mesa (1994), Seattle (1996) e Nova York (1996). Esta última é a Flagship (loja âncora) da marca localizada em Manhattan. O projeto e a execução consumiram 4 anos de trabalho. O prédio encontrado propiciava a transformação almejada: queriam que a loja parecesse os antigos e grandes ginásios urbanos encontrados nas metrópoles americanas. A fachada é exatamente isto. Depois vieram as unidades de Boston (1997), Honolulu (1997), Denver (1999), Miami (1998), Londres (1999), tornando-se a primeira loja internacional da marca, seguida pela de Berlin e finalmente Paris (2003), no luxuoso endereço da Champs d’Elysees.
A NIKE inaugurou, no dia 13 de novembro de 2008, sua primeira loja própria no Brasil, e um dos pontos altos do espaço, localizado na Praça dos Omaguás, em Pinheiros (São Paulo), é o projeto arquitetônico, que teve como inspiração a estética dos antigos ginásios esportivos e a cultura urbana. Desenvolvida pelas equipes de arquitetura e marketing da Nike e a LAB, escritório dos arquitetos Marino Barros e Rodrigo Leopoldi, a loja conta com mais de 230 m² de área. Uma das preocupações dos profissionais foi reforçar o contato com o território urbano, sendo o chão quase uma extensão natural da rua. A loja vende, com exclusividade, alguns modelos específicos dos ícones da marca, a maioria itens de colecionador e edições limitadas. Alguns deles são as edições especiais do tênis Dunk e Cortez, além de camisetas, moletons e windrunners (os tradicionais agasalhos para a prática da corrida, inclusive na chuva). Atualmente a NIKE possui quase 30 lojas próprias no Brasil.
A sedeA sede mundial da NIKE, conhecida como World’s Headquarters (WHQ) e inaugurada no mês de junho de 1990, está localizada em Beaverton, uma pequena cidade localizada no estado de Oregon, no Condado de Washington. As suas instalações verdejantes, perto de Portland, refletem sua obsessão pelo esporte. A rua de entrada no complexo se chama Bowerman e o primeiro prédio, batizado de Prefontaine, funciona como um misto de museu e capela, onde se venera a história corporativa da NIKE. O complexo de 370.000 m² é formado por 17 enormes prédios que mais parecem uma universidade. Em nenhum outro lugar isso se torna mais evidente do que no edifício de design de calçados, conhecido como Nike Sports Research Lab (NSRL), cuja atmosfera lembra muito o ambiente estudantil. O edifício é impressionante: há campos para a prática esportiva (entre eles uma pista de 70 metros, equipada com câmeras que captam até 2 mil enquadramentos por segundo e são capazes de gerar imagens tridimensionais utilizadas para analisar os movimentos de um corredor; além de um gramado artificial usado para testes de produtos voltados para o futebol e uma quadra de basquete) e ambientes climatizados controlados por computador. Esses laboratórios climatizados permitem que os engenheiros testem os produtos em atletas simulando as mais variadas condições climáticas, controlando temperatura, umidade e luz do sol. Em meio a tanta tecnologia, uma das estrelas do LAB é uma caixa preta com um furo no topo para colocar o pé. O equipamento foi desenvolvido em parceria com diferentes universidades. Com aparência de um caixote sem graça, oculto em seu interior há um equipamento de laser e oito câmeras minúsculas, que gravam em detalhes milimétricos as dimensões de um pé e transmitem essas informações para uma máquina de modelagem.
Outro prédio, que homenageia a jogadora de futebol Mia Hamm, ocupa uma importância prioritária na estratégia da NIKE. Afinal, é justamente neste edifício que literalmente palpita o centro nervoso dos processos de inovação da marca americana, e onde estão localizados o departamento de designer, as bibliotecas de materiais e um laboratório de tendências. O mais importante desses laboratórios, onde trabalham 75 cientistas, foi popularmente batizado de “Cozinha da Inovação”, um dos redutos mais secretos e reclusos do campus, onde não é permitido tirar fotos em 75% dos prédios. Esse laboratório, que começou a ser idealizado em 1999, é descrito como um lugar caótico, repleto de computadores, bancadas de trabalho e vários tipos de equipamentos para a produção de calçados e vestuários. Clientes só podem entrar na “Cozinha” depois de assinar um contrato de confidencialidade. Cada prédio de sua sede tem o nome de um atleta, que foi ou é essencial para o crescimento da empresa. John McEnroe (prédio que abriga os escritórios dos principais executivos), Tiger Woods (prédio do centro de convenções), Lance Armstrong (academia de ginástica), Steve Prefontaine (museu), Bo Jackson (academia), Mia Hamm (maior prédio do campus) e Michael Jordan são homenageados. Suas imagens enormes estão estampadas nas paredes externas em momentos gloriosos.
Os funcionários, aproximadamente 7 mil trabalham lá, são pessoas ativas que tiram vantagem da enorme estrutura esportiva que o complexo possui. Uma vida saudável é a palavra de ordem por lá. Pistas de cooper, campos de futebol, quadras de tênis, piscinas cobertas e climatizadas e duas enormes e modernas academias batizadas com nome do ciclista Lance Armstrong e do jogador de futebol americano Bo Jackson, dois importantes atletas que foram patrocinados pela empresa. Sem contar os instrutores e um completo programa de treinamento a disposição.
Uma das áreas centrais do complexo é dominada por dois gramados de futebol profissionais, batizados de Ronaldo Fields, em referência ao jogador brasileiro que até hoje é um dos atletas mais importantes da marca. É praticamente impossível olhar para qualquer lado e não se deparar com uma fotografia, um pôster, um aparelho de televisão ou uma peça de recordação que lembre aos funcionários e visitantes que se está em um templo dedicado a esportistas. O enorme complexo conta ainda com restaurantes, uma mega-loja para funcionários (chamada de “Beaverton Employee Store”) e paisagens naturais belíssimas. Anexa ao complexo está localizada a Air Factory, fábrica onde são produzidos e testados os modelos NIKE AIR. Em uma visita guiada é possível acompanhar todas as etapas e as tecnologias utilizadas na produção do modelo mais famoso da empresa.
O DNA da marcaApesar de atuar em várias modalidades esportivas hoje em dia, a NIKE jamais renegou seu verdadeiro DNA: a corrida. Afinal foi esta modalidade que fez da NIKE o que ela é hoje. E a corrida ainda continua na essência da marca americana, que parte do oferecimento de todas as ferramentas para a prática do esporte, passa pelo incentivo e alcance de novas metas e vai até a promoção de experiências e sensações por meio de ativações. A corrida tornou-se uma plataforma agregadora de interesses comuns e compartilhamento de experiências entre os públicos que se identificam com a NIKE.
Uma das ações pioneiras da marca neste âmbito é a realização de corridas de rua, modalidade que se tornou muito popular no Brasil nos últimos anos. Em 2004, a NIKE promoveu sua primeira corrida proprietária, a Maratona das Mulheres, que ocorre todos os anos na cidade de São Francisco. O faturamento da corrida é convertido em doações para a Leukemia and Lymphoma Society (LLS), associação americana que luta contra o câncer. Em oito edições, mais de US$ 118 milhões foram arrecadados e, em 2011, 22.500 mulheres de 35 países participaram do evento. Desde 2005, a marca organizava outra corrida proprietária, de 10k e simultânea em oito cidades da América, batizada de Run Americas Nike 10k. Em 2008, essa corrida envolveu outros continentes e ampliou para 25 cidades, mudando de nome para Human Race 10k.
A partir de 2009, lançou no Brasil a maior corrida de revezamento das Américas, a 600k, de São Paulo até o Rio de Janeiro. As equipes são formadas por convidados e por meio de seletivas. Em 2010 e 2011, a a marca promoveu a Vênus 10k, corrida exclusiva para mulheres em São Paulo e Rio de Janeiro. Essas corridas de rua promovem uma alternativa aos atletas, já que podem treinar na rua, em trechos que normalmente não poderiam, além de serem impactados pela marca em toda sua comunicação, que vai desde o kit de corrida, o que inclui camisetas exclusivas e outros itens, a stands com experiências individualizadas.
Além disso, a NIKE encontrou nas corridas uma forma de implantar uma rede global de relacionamento. Batizada de NIKE PLUS, a comunidade de corredores entrou no ar em 2006. Para participar dela, o consumidor precisa comprar um tênis acompanhado por um marca-passo. O aparelho permite ao corredor calcular dados como distância percorrida e gasto calórico. Com a ajuda de um iPod, essas informações podem ser então transferidas para o site da NIKE. Lá, os usuários trocam mensagens, participam de competições virtuais, recebem dicas de corrida e até discutem sobre músicas para embalar os exercícios. O site, que conta com mais de 5 milhões de usuários, já teve 45 milhões de acessos em 160 países.
Campanhas que fizeram históriaA história da NIKE com a propaganda é recheada de momentos marcantes. Começou em 1977 com um de seus primeiros slogans que dizia: There is no finish line (Não há linha final). A sorte da marca começou a mudar em 1982, quando a agência de publicidade Wieden & Kennedy foi fundada em Portland. Segundo muitos, ela foi criada justamente para atender a conta publicitária da NIKE que se tornaria seu cliente mais fiel e conhecido. E a primeira grande campanha foi um verdadeiro sucesso. Chegou em 1988 com o famoso slogan JUST DO IT (algo como “Apenas Faça”). Muito mais que um simples slogan, esse conceito transformou-se em uma espécie de declaração universal dos objetivos de todo atleta, em qualquer parte do mundo. A idéia de que, diante do esforço, não há fronteiras, é a expressão moderna dos ideais gregos, que praticavam o esporte como busca da perfeição e do belo. Porém, o melhor ainda estava por vir. Em 1989, a campanha estrelada pelo astro Bo Jackson, um atleta versátil, jogador de futebol americano e beisebol profissional, introduziu no mercado um dos slogans mais famosos da publicidade americana: BO KNOWS. Campanhas dirigidas pelo cineasta Spike Lee também ajudaram a colocar o logotipo da NIKE no imaginário popular do planeta.
A controvérsia sempre esteve presente em suas campanhas publicitárias. E uma das que mais causou discórdia foi a campanha para as Olimpíadas de Atlanta em 1996. O slogan You Don’t Win Silver — You Lose Gold (Você não ganha a Prata – Perde o Ouro), ia contra todo o ideal olímpico de confraternização, onde o importante é competir. As críticas surgiram de todos os lados, inclusive dos atletas que conquistaram medalhas de prata e bronze. A NIKE não deu bola e seguiu em frente. A marca foi eleita anunciante do ano em 1994 e 2003.
Uma campanha de US$ 100 milhões
Em março de 2002, vésperas da Copa do Mundo de Futebol, a NIKE iniciou uma campanha mundial de marketing estimada em US$ 100 milhões, criada em torno do que chamou de “Secret Tournament”. A fase “provocativa” da campanha começou em março com propagandas que não mostravam mais do que um par de chuteiras de futebol e um escorpião, um símbolo do “estilo rápido e mortal de jogo” com o qual a NIKE queria ser identificada. Para os curiosos, havia uma referência ao endereço eletrônico nikefootball.com, onde os visitantes poderiam jogar videogames e aprender mais sobre o torneio em 12 idiomas. A fase de “excitação” do torneio começou em abril, com uma série de comerciais retratando um ambiente sombrio e agressivo que evocava a Austrália pós-apocalíptica do filme Mad Max e a alienação do Clube da Luta. Oito equipes de três jogadores, compostas pelas principais estrelas do futebol mundial como Ronaldinho Gaúcho, Thierry Henry, Francesco Totti, Roberto Carlos, Hidetoshi Nakata, Edgard Davids, Luis Figo, Javier Saviola, Lilian Thuram, Ronaldo, Denílson, Hernan Crespo e até o aposentado francês Eric Cantona, no papel de mediador, disputavam um torneio de partidas do tipo morte-súbita em um pequeno campo dentro de uma jaula de aço em um enorme navio. Clique aqui para assistir ao comercial.
Por fim a fase de “envolvimento” da campanha foi lançada em junho, quando a marca instituiu campos de futebol na Cidade do México, Tóquio, Roma e em 10 outras cidades para realizar torneios para jogadores iniciantes. Quase dois milhões de jogadores participaram. Na época da Copa do Mundo de 2002, realizada em junho, a NIKE fez sentir sua presença no mundo do futebol. Oito dos 32 participantes usaram uniformes da marca, inclusive o Brasil, que venceu a competição pela quinta vez. No jogo final, Ronaldo fez dois gols usando um par de chuteiras cromadas Nike Mercurial Vapors. Foi justamente esta Copa do Mundo que mudou a história da marca. Pela primeira vez as vendas internacionais superaram as receitas americanas. Em 2003 os calçados para futebol tiveram crescimento nas vendas de 46%. O futebol deu a Ásia à NIKE. A empresa, que já havia somado pontos importantes no continente com as roupas, tênis e acessórios para beisebol e basquete, conquistou de vez japoneses, chineses e coreanos com a febre da bola que tomou conta da região neste início de século.
Uma das mais recentes campanhas mundiais da NIKE para o futebol, lançada em 2010, foi intitulada “Escreva o Futuro” (“Write the Future”, em inglês). A nova campanha mostrava através de comerciais repletos de emoção o impacto dos momentos fundamentais de um jogo que vão além dos 90 minutos, onde um simples instante pode levar um jogador de futebol a receber as maiores demonstrações de reconhecimento ou cair no esquecimento absoluto. Estrelaram a campanha global algumas das maiores estrelas do futebol mundial: Cristiano Ronaldo, Didier Drogba, Wayne Rooney, Fabio Cannavaro, Frank Ribéry, Andres Iniesta, Cesc Fábregas, Theo Walcott, Patrice Evra, Gerard Piqué, Ronaldinho Gaúcho, Landon Donovan e Thiago Silva, além da lenda do tênis Roger Federer e da estrela da NBA, Kobe Bryant. De forma bem-humorada Homer Simpson completou o time de estrelas convidadas.
O marketing esportivo
Por ano a NIKE desembolsa aproximadamente US$ 2 bilhões, que corresponde a 10% de seu faturamento anual, em publicidade e contratação de atletas renomados como garotos-propaganda. A história começou com o tenista romeno Llie Nastase, primeiro atleta a firmar contrato para utilização dos tênis NIKE em 1972. A outra parte da história teve início com o corredor americano de longa distância Steve Prefontaine, patrocinado pela empresa em 1973 e conhecido não apenas por ter batido todos os recordes americanos entre os 2.000 e 10.000 metros na década de 70, mas também por sua determinação e beleza. Steve morreu tragicamente aos 24 anos em um acidente de automóvel, pouco antes das Olimpíadas de 1976, em Montreal, no Canadá. Sua história virou filme, e a NIKE seguiu em frente.
Outros atletas assinaram contratos com a empresa como o controverso tenista John McEnroe (1978); o corredor Carl Lewis (1980), o jogador de basquete da Universidade da Carolina do Norte chamado Michael Jordan (1985), que viria se tornar seu mais conhecido garoto-propaganda; os tenistas André Agassi (1988) e Pete Sampras; o jogador Ronaldo (1994); o golfista, até então amador, Tiger Woods (1996), que hoje possui um contrato de 5 anos no valor de US$ 100 milhões; o jogador Ronaldinho Gaúcho (1998); o astro do basquete LeBron James (2003); entre muitos outros, como a bela tenista Maria Sharapova, que voltou a ser a esportista mais bem paga do mundo ao renovar seu contrato com a marca em 2010, no valor de US$ 70 milhões. Esse time de astros é muito mais que apenas atletas patrocinados. São colaboradores. Eles testam os produtos e sugerem inovações.
Nas Olimpíadas de Atlanta em 1996, o velocista Michael Johnson usou uma criação sua, o Gold Shoe, uma sapatilha dourada (mais leve calçado esportivo já projetado). Tornou-se, aos 29 anos, o único homem até então a vencer as provas de 200 e 400 metros rasos na mesma Olimpíada. Outro exemplo é a chuteira Mercurial, criada a partir de informações do jogador Ronaldo e testada por ele até a versão final. O mesmo ocorreu com a chuteira Tiempo, usada por Ronaldinho Gaúcho.
Um esporte em especial foi essencial para o crescimento da marca, o futebol, considerado o esporte número um do mundo. Em 1994, a marca possuía apenas 2% do mercado de equipamentos para futebol. Para derrotar a marca líder do mercado, a alemã Adidas, se concentrou em jogadores de futebol jovens e talentosos. Para atingir esses atletas, assinou contratos de propaganda com astros da Argentina, Grã-Bretanha, Brasil, Portugal, México, China e Japão. Também procurou jogadores que expressassem e incorporassem um estilo de futebol mais rápido e centrado no ataque “em contraste com o estilo defensivo e metódico conhecido como futebol alemão”, uma clara provocação a sua rival germânica. Ao associar sua imagem à de estrelas de diferentes esportes, a empresa quer comunicar que todos nós podemos ser atletas, desenvolver aquele espírito competitivo retratado em suas campanhas publicitárias e, quem sabe, chegar lá um dia.
Atualmente o time de craques da NIKE é composto pelos jogadores brasileiros Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Neymar, Paulo Henrique Ganso, Maicon, Alexandre Pato, Luis Fabiano, Daniel Alves, Nilmar e Thiago Silva; o português Cristiano Ronaldo; os ingleses Wayne Rooney e Rio Ferdinand; os argentinos Carlito Tévez, Sérgio Aguero e Javier Mascherano; os italianos Andréa Pirlo, Mario Balotelli e Gianluca Zambrotta; os americanos Landon Donovan, Tim Howard, Clint Dempsey e Carlos Bocanegra; os espanhóis Carles Puyol, Andrés Iniesta, Cesc Fábregas, Gerard Piqué e Fernando Torres; os alemães Miroslav Klose e Mesut Ozil; o sueco Zlatan Ibrahimovic; o marfinense Didier Drogba; os franceses Frank Ribéry e Patrice Evra; o russo Andrey Arshavin; o mexicano Rafael Márquez; o chileno Jorge Valdivia; e os holandeses Rafael Van De Vaart e Wesley Sneijder. Clubes e seleções também são alvos preferenciais da NIKE. Atualmente a empresa gasta milhões de dólares para fornecer materiais esportivos para as seleções nacionais, como por exemplo, França (US$ 62.8 milhões/ano), Brasil (US$ 12 milhões/ano), Estados Unidos, Holanda, Portugal, Sérvia, Polônia, Austrália, Nova Zelândia e Coréia do Sul; além de times como Barcelona (US$ 44 milhões/ano), Manchester United (US$ 44 milhões/ano), Arsenal (US$ 25 milhões/ano), Porto (US$ 16.4 milhões/ano), Juventus (US$ 16 milhões/ano), Internazionale, Atlético de Madrid, Werder Bremen, Boca Juniors, PSG, Celtic, América do México, Corinthians, Santos, Internacional, Bahia e Coritiba, estes quatro últimos a partir de 2012.
O gênio por trás da marcaO cidadão Philip Hampson Knight nasceu no dia 24 de fevereiro de 1938 em Oregon. Era apenas um corredor esforçado, que pertenceu à equipe de atletismo da Universidade de Oregon e que teve como treinador Bill Bowerman. No final do seu curso de MBA, na respeitada Universidade de Stanford, apresentou um relatório de pesquisa baseado na teoria de que os japoneses poderiam fazer com calçado esportivo o mesmo que faziam com as câmeras de vídeo: transformá-lo em um produto barato e de qualidade. Era o embrião do que seria a NIKE. Ele tinha um sonho. Ele venderia tênis. Ele venderia sonhos. Ele ficaria rico. O resto da história é uma saga envolta em um ideal de vitória. Em 25 de maio de 2004 ele sofreu seu mais duro golpe quando seu filho, Matthew Hatfield Knight, morreu enquanto praticava mergulho no lago Ilopango, localizado 14 km a oeste de San Salvador. O fundador da NIKE, trigésimo homem mais rico dos Estados Unidos, com fortuna avaliada em US$ 12.7 bilhões, tem como principais paixões a história asiática, o golfe, o cooper e o tênis. Sua paixão pela empresa é tamanha que tem o logotipo da NIKE tatuado em seu tornozelo. Recentemente Phil Knight, se revelou um mão-aberta ao doar US$ 105 milhões para a Universidade Stanford, onde estudou. Com isso, ele ingressou na galeria de filantropos, na qual já brilham Bill Gates e Ted Turner.
A evolução visualA NIKE é o sonho de toda a marca, o branding em seu estado puro. Seu logotipo sofreu grandes alterações no decorrer dos tempos. E não é que o conhecido Swoosh, palavra que designa o som produzido por uma arremetida repentina de ar, se tornou um dos símbolos mais conhecidos e respeitados do planeta. Parece fácil falarmos isso agora. Mas imaginem que em 1971 a estudante de design gráfico, Carolyn Davidson, criou o que viria a se tornar um dos símbolos mais famosos do mundo. Ousaram, investiram e principalmente apostaram na verdadeira essência da propaganda para que o logotipo pudesse dispensar o nome da marca. O resultado todo mundo pode ver hoje, uma das marcas com maiores índices de respeitabilidade e relação emocional com o consumidor.
Ao longo dos anos o famoso símbolo da marca americana foi utilizado também em outras cores (vermelho ou laranja) dependendo da situação.
Dados corporativos● Origem: Estados Unidos● Fundação: 1972● Fundador: Phil Knight e Bill Bowerman● Sede mundial: Beaverton, Oregon
● Proprietário da marca: Nike Inc.
● Capital aberto: Sim (1980)● Chairman: Phil Knight● CEO & Presidente: Mark Parker● Faturamento: US$ 20.8 bilhões (2011)
● Lucro: US$ 2.13 bilhões (2011)
● Valor de mercado: US$ 43.7 bilhões (dezembro/2011)
● Valor da marca: US$ 14.528 bilhões (2011)
● Lojas: 776
● Presença global: 170 países
● Presença no Brasil: Sim● Maiores mercados: Estados Unidos e Japão
● Funcionários: 38.000
● Segmento: Marcas esportivas● Principais produtos: Calçados, relógios, óculos, roupas e acessórios
● Principais concorrentes: Adidas, Puma, Reebok e New Balance● Outros negócios: Converse All-Star, Umbro, Hurley e Cole Haan● Ícones: Swoosh, Michael Jordan, Nike Air e o slogan “Just Do It”● Slogan: Just do it.● Website: www.nike.comO valorSegundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca NIKE está avaliada em US$ 14.528 bilhões, ocupando a posição de número 25 no ranking das marcas mais valiosas do mundo, além de ocupar a posição de número 18 no ranking das marca mais influentes do planeta. A empresa também ocupa a posição de número 135 no ranking da revista FORTUNE 500 de 2011 (empresas de maior faturamento no mercado americano).A marca no mundoA empresa tem aproximadamente 38.000 funcionários no mundo (e mais de 950.000 trabalhadores indiretos que estão empregados nas fábricas contratadas), opera mais de 350 outlets próprios (Nike Factory Outlets), além de aproximadamente 420 lojas Niketown, NikeWomen e Nike Clearance, tendo seus produtos vendidos em 170 países. A NIKE lança por trimestre até 1.800 novos produtos. Os produtos direcionados ao público feminino atualmente geram um faturamento de US$ 4 bilhões, 20% das vendas totais da marca. Os mais de 300 milhões de pares de tênis vendidos por ano garantem um faturamento superior a US$ 20 bilhões. A NIKE possui mais de 700 fábricas, a grande maioria terceirizada e localizada em boa parte na Ásia (Indonésia, China, Taiwan, Índia, Tailândia, Vietnã, Paquistão, Filipinas e Malásia). Suas subsidiárias (Umbro, Cole Hann, Hurley e Converse) representam aproximadamente US$ 2.7 bilhões do faturamento anual da empresa.Você sabia? A NIKE, líder mundial em vendas de material esportivo, só é a número 2 do mercado na Europa perdendo apenas para a alemã Adidas em países como França, Espanha e Alemanha e na Inglaterra onde a marca Umbro, agora de sua propriedade, é líder.
Em 1987, a marca fez uma campanha publicitária com a música “Revolution”. Na época, as faixas dos Beatles não podiam ser utilizadas com fins comerciais e a NIKE acabou desembolsando US$ 15 milhões pelo uso não autorizado.
O paralelo com religião não é um exagero. Trata-se, provavelmente, de um caso único de multinacional em que funcionários tatuam no corpo a logomarca do empregador. O grupo que deu início a essa tradição se chama Ekin (inversão de Nike). É uma espécie de tropa de elite surgida nos anos 70, que visitava lojas de material esportivo com especialistas que instruíam sobre prevenção de lesões e organizavam cursinhos de vendas.