sábado, 6 de abril de 2013

Sugestões de provas para o segundo semestre - parte 1

Para quem está procurando corridas em locais diferentes, saindo das costumeiras provas na sua cidade, aqui vão algumas boas opções no Brasil e no exterior para o segundo semestre (vc ainda pode se planejar):

Maraton Binacional
Cidade: Salto (Uruguai) e Concórdia (Argentina)
Data: 15/Set/2013
Distância:42km, 21km, 8km
Site: http://www.maratonbinacional.com.ar/



Hot Chocolate Race
Cidade: Várias (EUA)
Distância: 5k/15k
O Hot Chocolate é uma série de corridas nos Estados Unidos, com provas de 5km e 15km, com uma festa pós-prova mais que especial: chocolate quente e fondue de chocolate são servidos aos corredores. Uma ótima recompensa!
Site:  http://www.hotchocolate15k.com/



Maratona Caixa Cidade do Rio de Janeiro
Cidade: Rio de Janeiro/RJ
Data: 07/Jul/2013
Distância: 42,195 km
A prova, que começa no Recreio dos Bandeirantes e termina no Aterro do Flamengo, tem um lindo trajeto pela orla da Cidade Maravilhosa, passando pelas praias da Barra da Tijuca, São Conrado, Leblon, Ipanema, Copacabana, Botafogo e Flamengo. Com percurso quase todo plano, é uma ótima opção para quem está estreando na distância. Para quem ainda não está preparado, há a opção da meia-maratona.
Site:  http://www.maratonadorio.com.br/

Na maratona do RJ o participante passa por um belo trecho da orla carioca. O percurso tem poucas subidas e a paisagem conta ainda com o Pão de Açúcar e Cristo Redentor. Apesar de ser no inverno, a temperatura pode estar um pouco alta.


Meia de Pomerode
Cidade: Pomerode/SC
Data: 27/Out/2013
Distância: 21,1 km
Ótima “aclimatação” para quem planeja correr a tradicional e rápida Maratona de Berlim. O clima colonial alemão está presente durante todos os 21 km do percurso. Eleita pela Revista Contra-Relógio uma das 20 melhores corridas do Brasil.
Site: http://www.meiamaratonapomerode.com.br

Para não perder o clima aconchegante da Cidade, a Prova em 2013 será limitada a 1.500 participantes e 150 crianças na maratoninha.


Maratona Internacional Maurício de Nassau
Cidade: Recife/PE 
Data: 29/Set/2013
Distância: 42km
A quarta Maratona Internacional Maurício de Nassau espera receber 5 mil participantes disputando uma premiação de mais de R$ 230 mil.
Atletas de ponta do Brasil e do mundo, academias, assessorias esportivas e corredores de rua participarão de provas que terão percursos de 5, 10, 21 e 42 quilômetros passando por pontos históricos e pela orla de Boa Viagem.
Site: http://www.maratonamauriciodenassau.com.br/index.html

                                          Prova costuma contar com muito vento e sol forte.
Baleias marcando presença
Maraton de Punta del Este
Data: 22/Set/2013
Cidade: Punta del Este/Uruguai
Distância: 42km, 21km, 10km
Maratona de Punta Del Este, no Uruguai reúne cerca de 2,5 mil participantes divididos nas distâncias de 10km, 21km e 42km, os brasileiros são presença certa no balneário latino. O percurso da maratona passa pela orla nos dois lados da península de Punta Del Este e por vários bairros chiques em seu interior, passando em frente ao famoso Casino e hotel Conrad no quilometro final.  É sempre uma boa opção de passeio principalmente para os gaúchos, que este ano foram presenteados pela organização do evento com a troca da data, passando a prova para junto do feriado de 20 de setembro.
Site: http://www.maratondepuntadeleste.com.uy/wp/







Maratón Rapa Nui
Cidade: Ilha da Páscoa
Data: 02/Jun/2013
Distância: 42km, 21km, 10km
Fascinante e isolada do mundo, a Ilha de Páscoa (Rapa Nui, no idioma nativo) é a última fronteira da América do Sul. Localizada a 3500 quilômetros da costa chilena, suas raízes são essencialmente polinésias. Os corredores ainda podem entreter-se com algumas belas praias, como a calma Anakena – que conta com seu próprio conjunto de moais –, e um complexo sistema de grutas.
Site: http://www.maratonrapanui.cl/index.html

Reggae Marathon - Half Marathon & 10k
Cidade: Negril/Jamaica
Data: 07/Dez/2013
Distância: 42km, 21km, 10km
Até que conhecer a Jamaica tendo como pretexto correr a Maratona do Reggae, que acontecerá em Negril, não é uma má ideia. Haverá uma série de acontecimentos prévios e posteriores à corrida. A Maratona Reggae, tem também, a meia maratona (21k) e os tradicionais 10k, que começam em Long Bay Beach Park, na famosa praia de areias brancas a 7 milhas de Negril. Os corredores atravessam as ruas de Negril e depois se dirigem a Green Island.
Site: http://www.reggaemarathon.com/
 
A principal corrida de rua da Jamaica, atrai seguidores internacionais dos Estados Unidos, Japão, Itália, Alemanha e muitos outros países. Patrocinado pelo  Escritório de Turismo da Jamaica e incluído na lista da Lonely Planet, os 10 melhores lugares para correr uma maratona.



Maratón de la Habana
Cidade: Havana/Cuba
Data: 17/Nov/2013
Distância: 42km, 21km, 10km
O trajeto passa por ruas do centro velho da capital cubana, o bairro conhecido como Havana Vieja. O percurso também inclui o Malecón, famoso passeio público à beira-mar.
Site: http://www.inder.cu/marabana//index.html




Maratón de Valparaiso
Cidade: Valparaiso/Chile
Data: 10/Nov/2013
Distância42km, 21km, 10km
Um dos diferenciais desta maratona, é ela possui provas de 5km e 10km, e ainda tem passagem pelo belo porto de Valparaíso, além de lindos cenários desta cidade litorânea do Chile.
Site: http://www.maratonvalparaiso.cl/

Uma cidade portuária com casas coloridas e rodeada por 45 cerros (morros), cada um com sua visão particular do Oceano Pacífico. Assim é Valparaíso, patrimônio cultural da humanidade --aquele velho título da Unesco para cidades charmosas e com história nas fachadas de suas casas. Seus elevadores , que facilitam a subida em alguns desses morros, suas construções antigas e o espírito alegre e boêmio de seu povo encantam qualquer turista.





Maraton Internacional de Pacasmayo
Data: 6 e 7/Jul/2013
Cidade: Pacasmayo/Peru
Distância: 42km,21km,10km e 5km
Pacasmayo é uma cidade litoral onde o vento leste sopra toda a hora.
Na cidade há um cais antigo que foi construído mais ou menos em 1860. Nesta época, era um porto importante. Quando foi construído, seu comprimento era de 5 km, mas em 1920 uma onda enorme cortou o cais ao meio.
O lugar teve um sistema de trem desenvolvido para transportar produtos agrícolas de outras cidades a fim as exportar pelo mar. Foi usado também transportar pessoas.
Site: http://www.maratoninternacionaldepacasmayo.com/index.php

Pacasmayo tem uma praia da pedra e de areia, além de um calçadão agradável com casas velhas.
Perto de Pacasmayo, na baía, há farol conhecido como o “EL Faro”. Lá é o lugar para ir surfar e para praticar também windsurf.




Jungle Marathon
Data: De 3 a 12 de Out/2013
Cidade: Santarém/PA
Opções de corrida: 240 KM, 120 KM e 42 KM
A Jungle Marathon acontece dentro da Floresta Nacional de Tapajós, na Amazônia. Pode ser corrida em seis dias, como uma ultramaratona de 240 KM e 120 KM, ou uma maratona normal, com 42 KM. Os competidores precisam levar sua própria comida pelo caminho. De noite, acampamentos são montados na mata para o repouso dos corredores.
Site: http://junglemarathon.com/indexbr.php


 
Volta do Lago
Cidade: Brasília/DF
Data: 09/JUN/2013
Distância: 100 km
O percurso consiste em dar uma volta completa no Lago Paranoá, conhecido como o “coração” de Brasília. Os atletas percorrem os 100 km, divididos em 14 trechos de 4 a 10 km, com pisos variados. Você pode correr sozinho ou em equipes de dois a oito integrantes.
Site: http://www.voltadolagocaixa.com.br/index.php/pt/

 

Desafrio Urubici
Cidade: Urubici/SC
Data: 22/JUN/2013
Distância: 52 km
Localizada na Serra de Santa Catarina, a 900 metros de altitude, Urubici tem o título de cidade mais fria do Brasil. Então, imagine a temperatura em uma prova realizada no mês de junho. No Desafrio Urubici há disputas individuais e em duplas mistas, masculinas ou femininas. São 52 km, com aclive de 920 metros entre fazendas, sítios e trechos próximos a cachoeiras, estrada de terra e asfalto.
Site: http://www.ecofloripa.com.br/desafrio/


Baleias passando frio



Maratona de Revezamento Bertioga - São Sebatião - Maresias (2ª etapa)
Cidade: Bertioga / SP
Data: 19/Out/2013
Distância: 75km
A competição, que une esporte e natureza, reunirá equipes de 3, 6 e 9 atletas e a categoria Survivors - Solo no dia 19/10. Eles terão pela frente um percurso de 75 quilômetros pelas praias do litoral norte paulista, com trechos de areia, terra e asfalto. A competição é por si só, muito dura. Afinal, mesmo com o revezamento, são 75 quilômetros de percurso variado e muitas subidas, que exigem bom preparo dos competidores. Na disputa individual fica ainda pior, pois não existe a possibilidade da troca. Mesmo assim, o desafio continua sendo bastante atraente aos atletas.
Site: http://www.ciadeeventos.com.br



Maraton Internacional de Asuncion - MIA
Cidade: Assunção/Paraguai
Data: 04/Ago/2013
Distância: 42km, 10km
Tirando o clima e as muitas ladeiras nos primeiros quilômetros a prova é um sucesso e agrada aos visitantes, especialmente pela simpatia e calor humano dos hermanos guaranis.
Site: http://www.pmcpy.org/mia2013.php



Maratona Internacional  Caixa de Porto Alegre
Cidade: Porto Alegre/RS
Data: 16/Jun/2013
Distância: 42 km
A Maratona de Porto Alegre é camarada. Os 42 quilômetros são planos, o clima é ameno (se calhar de aparecer uma frente fria, pode ficar abaixo dos 10 graus) e a paisagem é especial. Com largada na Av Diário de noticias, passa pelo centro e boa parte se desenvolve à beira do Rio Guaíba.
É uma maratona boa para fazer tempo, o clima e o percurso plano ajudam. Mas tem pouca gente na rua apoiando. Portanto, prepare-se psicologicamente para a solidão. Em alguns momentos, nem parece ser uma prova, mas um treino. Melhor levar iPod e programar entre três e cinco horas de boa música.
Site: http://www.maratonaportoalegre.com.br/index.html

Além da distância de maratona, com 42,195 km, o evento promove o incentivo à modalidade com a Corrida Rústica de 8 km e a Maratona de Revezamento que pode ser completada em dupla (21 km) ou em grupos de 4 ou 8 pessoas (10 km e 5km).



Maratona Caixa de Santa Catarina
Cidade: Florianópolis/SC
Data: 29/Set/2013
Distância: 42km e 10km
A largada e a chegada da competição será na Passarela do Samba Nego Quirido. Durante a corrida, os atletas passarão ao lado das belas paisagens de Floripa, além de alguns pontos turísticos, como a Ponte Hercílio Luz. Disputa com a maratona de Porto Alegre o titulo da mais rápida do Brasil.
Site: http://www.maratonasc.com.br/sobreaprova.html


 




quinta-feira, 4 de abril de 2013

Coma bem e evite as cãimbras durante as provas



Durante a prática de atividade física intensa, com longa duração, os músculos ficam expostos a um trabalho extenuante que pode ocasionar fortes dores musculares.
Muitos fatores estão relacionados ao aparecimento das cãibras musculares, o acúmulo de metabólitos ou substâncias que são liberadas durante o trabalho dos músculos como, por exemplo, o ácido lático e a amônia são alguns deles. Mas temos outros mais listados abaixo:
O que são Cãibras ?
As cãibras são definidas como contrações musculares intensas de um músculo. Costumam acontecer após um exercício físico extenuante, duram alguns segundos e desaparecem subitamente.
Causas das cãibras:Na maioria das vezes não é um único fator isolado, mas sim um conjunto de situações que pode ocasioná-las. Entre elas:
- Metabólica: ocorrência de cãibras pela liberação de substâncias metabólicas tóxicas no músculo, proveniente da atividade física intensa. A amônia é uma dessas substâncias. Ela é produzida durante a oxidação de proteínas, ou seja, a falta de carboidratos para a contração muscular força o músculo a queimar proteínas, excedendo a quantidade de amônia no sangue.
O ácido lático também é tóxico para o músculo. Ele pode causar acidez no meio intracelular afetando as fibras musculares.
- Perda de líquidos: durante o exercício, a perda de água pelo suor provoca um desequilíbrio de fluidos corporais e, além de deixar o sangue concentrado e em menor volume, aumenta a temperatura do corpo. Com isso o meio intracelular (onde ocorrem as reações químicas) fica alterado e provoca distúrbios, inclusive na contração muscular, ocasionando as contrações involuntárias que geram as cãibras.
Mas não é apenas a perda de água que altera o meio intracelular. O sódio e o potássio, são os principais eletrólitos que, juntamente com a água, são liberados pelo suor e a ausência desses minerais faz com que o músculo fique mais sensível às contrações.
- Temperatura: a temperatura ambiente também é um fator que deve ser levado em consideração. As cãibras podem ser causadas por mudanças de temperatura do organismo com o ambiente, tanto nas temperaturas elevadas como nas temperaturas extremamente baixas.
O exercício físico já é responsável pelo aumento da temperatura corporal e, aliado com o fator externo, a temperatura interna pode chegar a 39 ou 40 graus Celsius. Altas temperaturas ocasionam contrações intensas que podem se tornar involuntárias. Este fenômeno é denominado “cãibras induzidas pelo calor”. Já nas temperaturas muito frias, uma das respostas fisiológicas desencadeadas é a constrição dos vasos sanguíneos, diminuindo o fluxo de sangue para os músculos, ocasionando as cãibras.
- Fadiga muscular: a fadiga muscular também pode ser uma das causas da cãibra. O treinamento em excesso, sem tempo adequado para a recuperação, ocasiona a fadiga muscular que facilita a ocorrência de cãibras.

Como evitar as cãibras
Fatores nutricionais: a deficiência de carboidratos durante o exercício torna necessária a oxidação de proteínas, liberando assim as substâncias tóxicas. Então, em exercício prolongado, devemos fornecer a quantidade adequada de carboidratos, diminuindo assim os riscos de utilizar massa muscular como fonte de energia.
Antes do exercício: faça uma reserva deste nutriente: 6-10g de carboidratos / kg de peso corporal no dia que antecede o exercício.
Durante o exercício: 30-60g de carboidratos / hora.
Fontes:
1 gel = 28g;
1 copo de bebida esportiva: 14g;
1 barra de cereal: 18g;
1 colher de sopa de frutas secas 11g;
1 bolacha salgada 5g;
1 banana 17g;
Pão francês 27g.

Pós exercício: carboidratos a cada 2 horas.
- Hidratação: também deve ser realizada antes, durante e após a atividade. Bebidas isotônicas e suco ajudam, pois além de repor o liquido promovem a reposição dos níveis de sódio e potássio. O ideal é que a temperatura esteja fria e que a reposição seja lenta para não ocasionar desconforto.
- Reposição de s ódio e potássio: o s ódio se esgota com mais facilidade do que o potássio pois esse último tende a se acumular mais nos músculos. Lanches salgados ou alimentos com mais sal são indicado; as bebidas esportivas também contribuem pois possuem aproximadamente 90mg de sódio em 200ml = 1 fatia de pão.
Fatores do treinamento: O treinamento, desde que bem efetuado, pode ajudar a diminuir a ocorrência de cãibras nos exercício mais extenuantes e prolongados, pois fortalece a musculatura, preparando as fibras musculares para o estímulo que receberão.
O aquecimento e o alongamento são fundamentais antes de iniciar o exercício, pois prepara o corpo para a sobrecarga que está por vir, evitando as lesões e as cãibras. Treinar todas as modalidades que serão praticadas também é fundamental, pois trabalhamos músculos diferentes em cada uma delas sendo necessários que todos esteja condicionados.
O que fazer quando tem cãibras?A primeira reação é alongar. O alongamento alivia a dor, porém não é o mais indicado a fazer. Quando temos cãibras as fibras estão em contração intensa e o alongamento alivia essa contração, mas pode causar lesões nas fibras musculares, podendo levar a uma lesão mais séria O mais indicado é relaxar a musculatura, massagear o local afetado e deixar que as contrações terminem sozinhas, se possível fazer uma compressa de água quente e só depois de passado os sintomas mais fortes alongar.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Touca, capacete e boné!!!

Artigo escrito por  Zequinha Monteiro
 
Para os corredores triatletas, maratonistas e ultramaratonistas o assunto requer atenção. Na minha infância meus pais sempre diziam para proteger a cabeça do sol, sendo tão frequente esta ação principalmente fora dos grandes centros que muitas pessoas ainda nos dias de hoje chamam o guarda-chuva de sombrinha.
Caxanga
Caxangá
Durante o tempo que estive no escotismo éramos educados a usar boina para caminhadas e nas atividades de mar (nos barcos da escola Naval) usávamos o caxangá.
Antes de iniciar a pratica de corrida de rua, assistindo um documentário na TV o narrador cita que para proteger do cansaço provocado pelo sol, deveriamos usar um pano preso ao boné, este pano tem a função de proteger a nuca contra a ação desgastante do sol.
Beduino no oassis
Beduino no oassis
Os antigos legionários franceses aplicavam a técnica de proteção da nuca. Diga de passagem que a pratica é milenar, pois já aplicada aos nômades no deserto do norte da África e oriente médio. Na minha segunda maratona queria baixar o tempo da 1ª maratona, porem na largada a temperatura estava elevada e já nos primeiros 10 km estava próximo dos 30ªC, resultado: consegui aumentar em 27 minutos meu tempo (rsrsrs) devido ao forte calor e mudança da estratégia da primeira.
Anselmo com boné adaptado (pano fixado com velcro)
Anselmo com boné adaptado (pano fixado com velcro)
Passei mal após a chegada e fui para tenda de atendimento, lá o médico de plantão da organização Spiridon pediu que retirasse o boné e constatou que a cabeça esta quente (naturalmente rsrsrs), porem respeitei o comentário do Dr. que disse: “Melhor é deixar o sol incidir sobre a cabeça do que criar um ambiente sem ventilação na mesma”. Nunca deixei de usar o boné , pois como uso o tradicional (paninho de nuca) que foi adaptado a um boné comum , fixado nas laterais por velcro. A segunda foto do Anselmo ( Ultramaratonista com 196 Km ) mostra um boné comprado em loja de esportes , este tem a fixação próximo a aba, desta forma protege orelha e parte do rosto.
Anselmo com Boné já comercializado
Anselmo com Boné já comercializado
Como temos “stress” térmico associado ao calor e umidade impondo uma perda de líquido devido ao corpo passar a produzir mais suor, entrevistei o Dr. Milton Werner médico do trabalho porém com experiência em clinica desportiva que declarou: “aconselhado a um desportista é o uso de menor quantidade de roupas possíveis se possível de tecido adequado, destes modernos que as marcas de elite oferecem. A cabeça, bem como pescoço, orelha, face e braços é um ponto muito importante de perda de calor. Representa uma superfície de pele significativa, principalmente nos casos de calvície. Por isso eu não recomendo o uso de bonés e sim de viseira para a proteção dos olhos, garantindo melhor dissipação de calor, respeitando as provas em dias quentes e muito longas. Quanto a exposição solar o uso de protetores UVA e UVB filtro 30 para cima são fundamentais”, concluiu Dr. Milton.
Se observarmos quando estamos no ciclismo usamos um capacete protetor para choque dinâmico, que também protege em relação a incidência solar com a vantagem que permite ventilação, pois os modelos proporcionam a entrada do ar frio que (empurra) a saída do ar quente sobre a cabeça, também existem modelos com isolante térmico no capacete.
Capacete ciclismo
Capacete ciclismo
Para a natação, a cabeça esta constantemente (mesmo que parcialmente) imersa na água e isso favorece a troca de calor. Talvez para aquelas toucas que não molham os cabelos devem ser evitadas nas travessias aquáticas e nos triathlon`s.
Retornando aos bonés “Os tecidos mais indicados para a confecção dos bonés são os feitos com microfibra de Poliéster ou microfibra de Poliamida. Devem ser confeccionados em tecidos leves. Os mais procurados são os bonés de telinha em 100% Poliéster que, além de leve, é ideal por não esquentar, facilitar a evaporação do suor e por facilitar a saída do calor”. fonte: editora multiesportes.
Touca para natação
Touca para natação
Talvez uma solução intermediária seria o uso de boné com a parte superior em tela, desta forma teríamos uma proteção parcial do sol na cabeça e assim teria uma área de ventilação. A tela faria um efeito semelhante usado em orquidário o sombrite (as orquídeas ficam protegidas parcialmente da ação do sol e tem uma ampla área de ventilação). Um projeto eficiente de boné será um tipo “legionário”, porém com um gorro menor e o frontal com inclinação 45 graus para minimizar o impacto do ar, desta forma fornecerá uma melhor aerodinâmica. Como o boné será todo em tela (exceto a aba), este boné deverá ser extremamente leve, com a vantagem que o ar quente da cabeça terá uma excelente área de escape. As telas nas laterais além de possibilitar ventilação de bombordo ou boreste, fornecerá uma menor resistência ao vento em comparação aos bonés convencionais. Inicialmente poderá parecer estranho, mas acredito que em pouco tempo muitos de nós corredores estaremos usando.

O boné oficial das duas ultimas maratonas do Rio tem em cada lateral o tecido em tela para ventilação (parcial).
Evidentemente que este assunto não é conclusivo, pois teríamos que realizar um trabalho cientifico com pesquisas e evidências que comprovariam ou não o uso do boné, mesmo assim não vamos esquentar a cabeça com isto. rsrsrsrsrsrs

quarta-feira, 6 de março de 2013

XX Supermaratona de Rio Grande - Concluida

As 5h30 da manhã o despertador gritaaaaaaaaa! Esta na hora de encarar meu maior desafio até agora. Os temíveis 50k da Supermaratona de Rio Grande, percurso 99% plano, dividido em vários tipos de piso. Pulo da cama, caminho até a janela, observo o tempo lá fora, esta quente, nublado, abafado e logo penso: hoje será um bom dia para quebrar. Tomei um banho demorado, vesti a sunga, calção, coloquei perfume no Manto Coral e fui tomar café para tentar amenizar a ansiedade que estava sentindo. Barriga cheia, cinto de hidratação equipado, boné na cabeça, chegou a hora do deslocamento até a largada em frente a SAC (Sociedade Amigos do Cassino), na praia do Cassino, balneário de Rio Grande. Consta no Guiness Book (Livro dos Recordes) como a maior praia em extensão do mundo - tendo assim mais de 254 km de comprimento, se estendendo desde a cidade do Rio Grande até o Chuí, no extremo sul do Brasil. A logística já é difícil para quem vai fazer a prova e é do estado, imagino para os maratonistas vindos de outros estados do país. O Cassino fica a 18km do centro de Rio Grande, portanto para não sofrer como eu e ficar em Rio Grande, faça a sua reserva antecipadamente em um hotel na praia de onde é dada largada da competição. Saímos minha esposa e eu, do hotel Arpini, localizado na av. Presidente Vargas, as 6h20, rumo ao Cassino. Durante o percurso até a praia, eu estava muito nervoso...tremendo como criança que vez algo errado e os pais descobriram, afinal este tipo de prova não fazia parte do meu curriculum. Restavam algumas dúvidas ainda quanto a  reposição energética e correr de óculos ou não. Chegamos ao Cassino, exatamente as 6h48, muitos atletas já estava fazendo aquecimento e eu nem os tênis havia calçado, dispensei os óculos, pois já estava com o cinto de hidratação e se não me adaptasse aos óculos seria mais uma peça a carregar, afinal de contas estava nublado mesmo...só o boné basta  - eu pensei. Coloquei o nervoso (nome do tênis que levei para esta corrida), amarei o chip, ajeitei o boné na cabeça e me dirigi para perto dos competidores o mais rápido que pude, pois faltavam apenas 2 minutos para o inicio da supermaratona. Olhando para todos os lados e me sentindo um peixe fora d´agua, pois a galera ultra tem um ritual, que é chegar no brete e sair comprimentando a todos desejando boa prova e distribuindo apertos de mão. Mas como sou um bom dançarino logo peguei o jeito e sai desejando ótima corrida a quem estava por perto. Motos enfileiradas, carro da reportagem alinhado, SAMU a postos e a cirene do caminhão do corpo de Bombeiros dispara. Os Bombeiros de Rio Grande, foram homenageados nesta edição da prova pelo centenário da corporação. Achei grandiosa a iniciativa já que estes profissionais assim como os corredores superam seus limites e seus medos a cada chamada, valorosos homens de fibra que colocam seus vidas em risco para salvar ao próximo.
Os locutores anunciam:
- Foi dada a largada para XX Supermaratona da Cidade de Rio Grande, serão cinquenta quilômetros, pela nossa cidade retornando pela beira da praia. Os primeiros três quilômetros serão pelas ruas do Cassino. Boa sorte corredores!!!
Volta de apresentação
E lá fomos nós as 7h em pontualmente, fazer a volta de apresentação, cada um tentando acertar o ritmo em meio a saraivada de aplausos do público que acordou com as cirenes do caminhão de bombeiros. Foram 183 escritos para a edição deste ano da prova, eu larguei sem pressão, da metade para trás do pelotão, fazendo cia. a dois atletas dos correios pela avenida principal em direção a Rio Grande. Fiz o retorno em direção a SAC, brigando com o cinto de hidratação que teimava em ficar subindo pelas minhas costas, eu olhava as camisas dos participantes que vieram dos mais diversos estados e cidades do Brasil (Pará, Rio de Janeiro, Curitiba, Cascavel,  São Paulo, Belo Horizonte), só para distrair. Retorno novamente, passeio sobre o tapete eletrônico, e agora sim estava valendo...seguimos pela avenida Rio Grande em direção à ERS 734, para encarar um mar de asfalto. Corria tranquilo buscando um ritmo bom (não uso relógio), um pace que me proporcionasse chegar até o km50 da prova, afinal treinei e me mantive focado nos meses que antecederam a competição, para que neste dia tudo acontecesse dentro do planejado. O pior foi comparecer ao aniversário de um amigo na sexta-feira, churrasco, samba/pagode e não beber nada e ainda acordar na manhã de sábado e rodar os 310km até a cidade portuária. Achei o ritmo depois que colei em cinco atletas no km05, formávamos um paredão, lado a lado, como em um desfile de parada militar. Dois quilômetros depois, a configuração havia mudado, eu e um outro corredor de Poa, na frente e o restante do grupo no vácuo. No km09, um pouco antes da entrada na av. Itália, já com os corredores separados por alguns metros, foquei em alcançar uma pequena corredora de camisa azul e rosa, estava a mais ou menos mil metros e num ritmo constante, antes dela, dois competidores correndo juntos, próximos de mim, mas igualmente a frente. Estava separado deles uns 500 metros. Para chegar ao meu objetivo teria que cortar o "cordão umbilical", estabelecido com o atleta de Poa, e sair da zona de conforto em que me encontrava. Abri o passo e fui ao ataque, mas não foi nada fácil, demorei bastante para chegar até eles. O primeiro um senhor negro, baixo, vestido de calção e camisa vermelha, chamado Jorge de Carvalho. O segundo um rapaz magro, biotipo de maratonista, óculos de grau, viseira na cabeça, camisa da prova e calções pretos, de nome Moisés Carmona. Eles marcariam o restante da minha prova. Cheguei neles no km14, final da avenida Santos Dumont, me apresentando aos dois, que logo responderam com alegres saudações. Estava com um ritmo bom, me sentindo ótimo, inteiro, parecia que poderia correr a minha vida toda daquela forma. Na entrada da avenida Presidente Vargas, antes do pórtico de entrada da cidade, retirei do cinto de hidratação o primeiro sachê de carboidrato, reduzi a velocidade para pegar água no posto de reabastecimento do km17 e ganhei um espelho, Moisés, não era aquele do Egito antigo e sim da cidade de Cascavel/PR, ultramaratonista a três anos, chegou e disse:

- O teu ritmo é bom, é melhor que o meu, vou correr com você. Tudo bem?
Respondi:
- Cara vamos lá então, mas nem sei qual o meu ritmo. Hoje eu quero é terminar a prova.
Passamos a correr espelhados, colados, lado a lado, fomos trocando ideias, falamos de comida, futebol, sobre trabalho e é claro corridas.
- Quantas maratonas você já completou? Ele perguntou.
- Uma. Estou na transição entre as meias e as maratonas, mas era questão de honra participar desta prova.
- Cara teu ritmo tá muito forte.
- É mesmo? Como estamos?
- 4 minutos e 24 segundos por km.
Porra, forte mesmo eu pensei, mas fiquei com vergonha diante daquele ultra muito rodado de revelar não ter estratégia pronta e que desejava somente me divertir, e que também estava na missão e no compromisso comigo mesmo de alcançar a moça de camisa azul e rosa. Limitei a resposta a um simples:
- Daqui a pouco vamos diminuir então.
A distância entre ela e a gente diminuía, eu sempre focado, enquanto o passeio pelas ruas do centro de Rio Grande prosseguia, passamos pelas avenidas Rheingantz, rua 24 de Maio, rua Marechal Floriano, atrás dela. Finalmente alcançamos e passamos por ela no posto de água, no inicio da avenida Marechal Andréa, km29. Um alivio para mim e minhas pernas, que já começavam a dar sinais que aquela brincadeira de gato e rato, e o ritmo forte para a prova, não poderiam dar em boa coisa. Saímos da Marechal Andréa, dobramos a direita e entramos na zona do porto mais precisamente na avenida Honório Bicalho, o ritmo mais lento agora, veio acompanhado por uma notícia ruim e outra boa, e por um corredor baixinho e forte, de camisa branca e bermuda de compressão, bufando e pedindo passagem. A avenida era nossa , mas nenhum dos três fazia festa ou pulava, ou ainda...falava. Talvez abalados ou pegos de surpresa pelo surgimento do sol, quente e radiante ou ainda pela péssima notícia dada pelo fiscal de prova.
- Vocês vão encontrar vento sul quando pegarem a BR392 (avenida Almirante Maximiano da Fonseca), disse ele.
Logo pensei:
- Vai dar merda, minhas pernas estão pesadas...não vai dar.
A outra informação era quanto a nossa colocação geral: 37 e 38.
Diminui ainda mais o ritmo e liberei os ligeirinhos para prosseguirem sem carregar a mala. Sabia que quando entrasse pela BR392, faltariam menos de 19km para o fim da prova. Terceiro sachê de carboidrato e lá fui eu, agora num trote apurado, olhando os meus antigos colegas se distanciarem cada vez mais. Estava sozinho com meus pensamentos e lutando contra as câimbras que nem deram aviso e já chegaram fazendo estragos e causando dores na parte posterior da perna direita. A dor não iria me vencer, estava determinado a concluir a prova. Mirei alguns atletas na reta sem fim que é a BR392, em frente ao superporto de Rio Grande, onde estão sendo construídas as plataforma P55 e P58, entre outras. Os três estavam divididos dentro de uma faixa de oitocentos metros  pelos meus calculos. No km35, depois de me hidratar e caminhar um pouco, teve inicio a brincadeira de gato e ratos. O primeiro que deveria "buscar" era um atleta de camisa azul e óculos escuros, acompanhado por um camelo (apoio), quando acertei o passo para encarar esta batalha algo me surpreende, ou melhor uma voz feminina:
- Vamos lá amigo, agora falta pouco, não para não.
A moça de camisa azul e rosa, passou por mim no km36, e partiu em disparada para cima dos meus alvos. Ela é Neli Rosa de Oliveira, terceira colocada na geral feminina. Agora era minha vez.. cheguei no primeiro e já observava os outros dois um pouco a frente e ambos com câimbras usando a mesma tática, de caminhar enquanto bebiam água fornecida pelos organizadores nos postos de hidratação. Corri por um tempo ao lado do atleta com apoio, que me fez a gentileza de emprestar o gelol que estava na bike. Agradeci e seguimos calados debaixo do sol castigante e do vento sem trégua. Alcançamos primeiro um rapaz com camisa amarela com listas azuis, do interior de São Paulo, que sofria com dores nas panturilhas. Pedi o gelol ao biker, e entreguei ao rapaz que logo utilizou em suas pernas. Parada para beber água e mastigar alguns damascos que retirei do cinto de hidratação no km38. Ofereci ao rapaz que parou comigo, mas ele não aceitou e logo estávamos correndo novamente torcendo para enchergar os moles, pois depois faltariam oito quilômetros a beira mar.
Chegamos no atleta com apoio que estava acompanhando pelo meu terceiro alvo. Um senhor alto, grisalho, com canelitos brancos da marca flets com problemas na lombar, mas firme no seu ritmo. Este senhor tinha o apoio da sua família que o acompanhava em um sedã médio dourado com placas de Rio Grande. Depois de seis quilômetros de trote, recuperei um pouco das energias quando avistei os molhes da barra com suas vagonetas coloridas e decidi que era hora de deixar o grupo e seguir carreira solo contra o vento sul nas areias da praia do Cassino, afinal sai de tão longe para correr e gostaria de concluir a prova assim . Quando toquei a areia no km42, senti um prazer imenso pois sabia que havia encontrado tudo que tinha buscado quando decidi participar da supermaratona, sem competir contra o tempo fui para me divertir e testar meus limites de concentração e determinação.
Molhes da Barra e suas Vagonetas
Estava tão distraído em meus pensamentos que não percebi o corredor ao meu lado sorridente e simpático fazendo a seguinte pergunta:
- E ai meu irmão, vamos juntos até o final...agora que falta pouco um tem que dar apoio ao outro.
Era Jorge de Carvalho, o baixinho todo de vermelho com seu sotaque carioca e seu jeito único de correr.
Então tá, outro espelho no final da prova para minha alegria. JC, me confessou que estava sofrendo problemas de câimbras desde o km37, mas não iria desistir por isso, só ficou triste pq. não iria bater o tempo do ano passado. Começamos a conversar sobre assuntos diversos, as dificuldades da prova e a vontade de chegar logo para beber umas bem geladas. Conforme a gente avançava pela praia o número de pessoas e veículos aumentava, a circulação de carros é permitida na grande faixa de areia.
Faltando cinco quilômetros para o final já estávamos fazendo festa com os banhistas e duas competidoras passaram por nós, disputando a quarta e quinta colocação na geral feminina, ficamos olhando um para o outro com um sorriso no rosto quando ele disparou:
- Você aposta em quem?
- Vou apostar na moça alta, de calção preto e canelito.
- Ok. Fico com a outra.
Mas quem disse que tínhamos pernas para acompanhar elas...sem chance, era o nosso limite. Elas chegaram cerca de cinco minutos a nossa frente.

Paramos no km48, para beber água e combinar que não haveria mais paradas mesmo com dores iriamos correndo até o fim. Com incentivo da galera bronzeada e dos fiscais de prova, seguimos até a av. Beira Mar, depois a direita na rua de paralelepípedo, que na verdade é chama-se Rio Grande, foram 150 metros até a SAC, onde tudo começou e terminou com a locutora anunciando nossos nomes e respectivos estados. A faixa foi montada o público aplaudia e vibrava não estamos competindo para ver quem chegaria primeiro, o povo entendeu o nosso espirito de camaradagem. Deixei o "velho" Carvalho, cruzar a faixa, passar o tapete eletrônico e lhe dei um forte abraço de agradecimento e respeito, afinal não é todo dia que se completa 50k em 4h25min.
Chegando lado a lado

Moisés completou a prova em 3h59min. Ficando em 5 lugar na cat. 34/39 anos e número 22 na geral masculina.
JC completou a prova em 4h25min. Ficando em 6 lugar na cat. 50/54 anos e número 39 na geral masculina.
Eu completei a prova em 4h25min. Ficando em 8 lugar na cat. 34/39 anos e número 40 na geral masculina.
A premiação contemplava até o 10 lugar de cada categoria, mas as dores e o horário tarde da cerimônia me impediram de ficar.



Alongando na supervisão do meu amigo JC.

terça-feira, 5 de março de 2013

MARATONA INTERNACIONAL DE PORTO ALEGRE

A organização da Maratona Internacional comunica que a data de realização da prova foi alterada para 16 de junho de 2013.
Esta modificação se deve a um motivo de força maior: o jogo da Seleção Brasileira de Futebol contra a França, foi designado para Porto Alegre, na mesma data na qual já estava confirmada a realização da Maratona. Diante deste cenário e da impossibilidade de transferir o jogo, o poder público entrou em contato com a organização da Maratona Internacional de Porto Alegre, solicitando a alteração, visto que a cidade não tem como garantir toda a logística de segurança indispensável para dois eventos de tão grande porte na mesma data.

Pedimos desculpas por eventuais transtornos, mas reforçamos o convite para que você faça parte 30ª Maratona Internacional de Porto Alegre – a melhor maratona do sul do Brasil – agora, com realização confirmada para 16 de junho.

As inscrições já estão abertas no site:
http://www.esportif.com.br/homePage/MARATONA/maratona.htm

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Quem paga o preço?

 

Após sobretaxar sapatos fabricados na China, governo estuda estender a medida para importações do Vietnã, Malásia, Indonésia e Hong Kong. Quem paga o preço? O consumidor, claro

Carolina Guerra
Grandes empresas e Abicalçados travam guerra em torno da sobretaxa do tênis
Grandes empresas e Abicalçados travam guerra em torno da sobretaxa do tênis (Bia Parreiras/Viagem e Turismo)
“Já existe uma infinidade de taxas que encarecem o calçado. Se a ideia é incentivar a indústria nacional, melhor investir em tecnologia, e não em algo que recaia sobre o consumidor” – Marcio Utsch, presidente da Alpargatas
Quem viaja muito aos Estados Unidos já aprendeu a lição: vale sempre a pena dar uma olhada nos preços dos tênis, onde, quase que via de regra, podem custar menos da metade do que é cobrado no Brasil (veja quadro). Agora o que já era caro, pode ficar ainda mais. O governo estuda uma medida para sobretaxar calçados importados do Vietnã, Malásia, Indonésia e Hong Kong. Com o produto da China, isso já ocorre. Além dos 35% de imposto de importação – a alíquota máxima permitida pela Organização Mundial de Comércio (OMC) –, é cobrada sobre cada par que vem de lá uma sobretaxa de 13,85 dólares. A medida afeta todos os tipos de calçado, com pouquíssimas exceções para itens específicos, como produtos para prática de esqui e surfe na neve e para uso médico-hospitalar, entre outros.
Mais uma vez o pleito é da Associação Brasileira de Calçados (Abicalçados). A instituição afirma que, para driblar a sobretaxa sobre os produtos chineses, as indústrias têm feito a chamada triangulação. Trata-se da estratégia de usar partes de tênis provenientes da China e somente montá-los em outra nação da região, que assim exportaria o produto final com valores mais baixos. “Acreditamos que haja triangulação, pois logo após a aplicação da taxa aos calçados chineses, o mercado de calçados da Malásia aumentou”, afirma Admar Schievelbein, consultor de assuntos internacionais da Abicalçados.
O tributo adicional sobre as importações chinesas já havia sido pedido pela Associação em março do ano passado, quando foi registrada uma queixa junto ao governo federal de que tais produtos entravam no país com preços mais baixos que os do mercado de origem – o que configuraria ‘dumping’. A prática estaria prejudicando a indústria nacional. O governo assentiu e a sobretaxa foi aprovada nas importações de calçados chineses pelos próximos cinco anos.
Agora, os produtos importados do Vietnã, Malásia, Indonésia e Hong Kong também correm o risco de pagar a taxa antidumping de 13,85 dólares. Segundo a assessoria da Abicalçados, o pedido foi enviado em janeiro. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) – composta pelos titulares de seis ministérios, entre os quais Fernando Pimentel, do Desenvolvimentno, e Guido Mantega, da Fazenda – tem agora até julho para tomar uma decisão. Se a medida for aprovada, tênis importados como o Air Max 2011 e o Gel Nimbus 12 (veja quadro), produzidos na Malásia e na Indonésia, ficarão ainda mais caros.
info tênis
Consumidor é quem perde - Em reação a essas medidas, grandes empresas do segmento de material esportivo estrangeiras – Nike, Adidas, Puma, Asics, New Balance e Sketchers – e nacionais – Penalty/Cambucy e Alpargatas, que é dona das marcas Rainha e Topper, além de representar a Mizuno no país – uniram-se em setembro de 2010 no Movimento para Livre Escolha (Move). A entidade rivaliza com a Abicalçados na questão referente às taxas cobradas nos calçados esportivos de alta tecnologia. Enquanto a associação do setor quer proteger os interesses da indústria brasileira, o Move afirma ser a favor de oferecer ao consumidor um produto de alta qualidade e tecnologia, por um preço mais justo. “Ao importar um calçado, já estamos expostos a uma quantidade de impostos que beira o absurdo. Ações como essa, de proteção ao mercado dificultam as operações e, é claro, encarecem o produto”, aponta Gumercindo Neto, diretor executivo do Move.
A entidade que reúne as importadoras ressalta que não é contrária a uma investigação de dumping. A reclamação, nesse caso, é que o governo apenas atendeu a um pedido da Abicalçados, sem levar em conta o impacto para o consumidor. Além disso, o pleito da associação teria sido demasiadamente abrangente, envolvendo produtos os mais diferentes. O Move ressalta que a indústria brasileira é competitiva em uma série de artigos do setor calçadista. Não seria à toa, portanto, que se destaca enquanto um importante exportador. Muitas linhas de produtos de suas associadas são, inclusive, fabricados no país. Por outro lado, diz o Move, o Brasil não tem escala e tecnologia para concorrer com as asiáticas no segmento de ‘alta performance’. Por fim, a entidade e alguns especialistas do setor avaliam que a China e seus pares do Sudeste asiático não praticam no exterior preços inferiores aos de seus mercados domésticos. “Não acredito que exista dumping neste caso”, afirma Dirceu Antonio Marques, professor da escola de negócios Trevisan.
Única beneficiada: a Vulcabrás – Mesmo que esse seja o caso, especialistas indicam que a atitude mais acertada seria apelar para os meios legais, e não simplesmente infringir outra sobretaxação. Apesar de a medida envolver outros tipos de calçados, a briga se dá mesmo no campo dos tênis. “Não há dumping nenhum na história. A medida foi única e exclusivamente tomada para proteger o mercado nacional. A única empresa que se beneficia disso é a Vulcabrás, que produz tênis no Brasil, e toma uma posição, através da Abicalçados, de quem quer fechar o mercado”, afirma uma fonte ligada ao caso.
O presidente da Vulcabrás – que detém as marcas Azaleia e Olympikus e os direitos da Reebok no país – é o executivo Milton Cardoso, que também preside a associação. Ironicamente, procurado pela reportagem, o empresário estava na Índia, onde a Vulcabrás acaba de comprar uma fábrica para produzir cabedais (a parte do tênis que recobre o pé) – ou seja, o mesmo empresário que pleiteia medidas de proteção de mercado junto ao governo resolve investir em uma produção na Ásia, porém, sabiamente, em um país que não há risco de restrições.
“O consumidor tem o direito de comprar os melhores produtos pelo melhor preço possível”, disse Marcio Utsch, presidente da Alpargatas. “Já existe uma infinidade de taxas que encarecem o calçado. Se a ideia é incentivar a indústria nacional, melhor investir em tecnologia, e não em algo que recaia sobre o consumidor”, completa. Ao fim, quem paga pela briga é mesmo quem compra tênis, em especial os praticantes de corrida, que, por recomendações médicas, devem trocar de tênis a cada três ou quatro meses para evitar lesões ao se exercitar.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Filmes, Carnaval e Treinos!!

Meu carnaval além de muito divertido foi marcado por muita cerveja, churrasco, filmes e pouco treino. Esta semana tenho que retomar os treinos urgentemente, já que tenho como meta os temidos 50k da Supermaratona de Rio Grande, que serão percorridos por mais de duzententos e cinquenta atletas de varias partes do estado e do Brasil, asfalto e paralelepípedos vão ser uma constante durante o percurso na histórica cidade, sendo que os últimos quilômetros são corridos na areia da praia do Cassino, balneario de Rio Grande.
Mas quero mesmo é comentar sobre a maratona de filmes que assisti, todos concorrentes ao oscar 2013. As aventuras de Pi, adaptação do livro A Vida de Pi, de Yann Martel,  mostra um garoto indiano chamado Pi (Suraj Sharma/ Irrfan Khan) que parte em mudança com a família para o Canadá em um navio de carga. Foi o filme que mais me surpreendeu pois não esperava todos aqueles efeitos. Este filme é simplesmente maravilhoso! Indico a todos. Outra pelicula que foi um soco no meu estomago... o musical Os Miseráveis, por não gostar deste estilo de filmes, acreditei ser uma grande bomba, mas levado por minha esposa ao cinema me encantei, tem um super elenco formado por Anne Hathaway, Hugh Jackman, Russell Crowe, Amanda Seyfried, entre outros. Acho forte candidato a ganhar o Oscar de melhor filme juntamente com Lincoln, que é dirigido por Steven Spielberg, o filme traça um perfil do 16º presidente do país Abraham Lincoln, uma das figuras mais importantes da história dos Estados Unidos na fase em que liderou a vitória da Guerra Civil e lutou para abolir a escravidão e unir o país. Um filme forte, empolgante e emocionante. Outro filme para quem gosta de história e esta bem cotado para o Oscar é Argo, dirigido e protagonizado por Ben Affleck,  baseado em uma história real que se deu em 1979, durante uma crise política no Irã. Na trama, Tony Mendez (Ben Affleck) é um especialista em disfarces que é recrutado pela CIA para resgatar seis norte-americanos refugiados na casa do embaixador canadense, em Teerã. Para a missão, Mendez e um maquiador de Hollywood criam um falso filme para tentar tirá-los do país.
O clima de paranoia e perseguição que tomou conta dos Estados Unidos após os ataques de 11 de setembro de 2001 é o foco do filme A Hora Mais Escura (este baixei), o filme é sobre a caça e execução do terrorista Osama Bin Laden, muita ação e musica boa. A atriz ruivinha (Jessica Chastain), tem grandes chances de levar o caneco de melhor atriz.
Ontem fui conferir o meu ator preferido em O Voo, Denzel Washington é um experiente piloto de avião que, por milagre, aterrissa sua aeronave depois de uma catástrofe em pleno ar, salvando quase todos os passageiros a bordo. Apesar de ser considerado um herói por muitos e contar com o apoio de amigos, ele se vê diante do jogo de empurra na busca pelos culpados da queda e das mortes ocorridas. Sempre muito bem em suas interpretações, acho que ele não leva o caneco de melhor ator, devendo ficar a disputa entre Daniel Day-Lewis(Lincoln) e Hugh Jackman(Os Miseráveis). Minha esposa assitiu Anna Karenina, clássica obra de Leon Tolstói, eu dormi nos primeiros 10 minutos de filme...hehehe. Trata de amor, infidelidade e odio.
Django Livre, tenho ele no PC, e vou assisitr hoje a noite logo após o meu retorno aos treinos...afinal:  vida de corredor é bela mas não é nada fácil, hora de treino é hora de treino.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Lesões mais comuns em quem pratica corrida

Texto muito interessante sobre as lesões em corredores de rua

Por Manuela Pagan

Lesões por esforço repetitivo, estresse articular por sobrecarga, fraturas por estresse. A quantidade de danos que seu corpo pode sofrer durante a corrida é muito grande, mas um recente estudo realizado na Universidade Cidade de São Paulo (Unicid) e publicado no renomado New Zealand Journal of Sports Medicine descobriu quais são os machucados mais comuns em quem pratica essa atividade. A síndrome do estresse medial da tíbia, a tendinopatia de Aquiles e a fascíte plantar são as campeãs.

Achou os nomes difíceis? O médico do esporte Samir Salim Daher, secretário da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) explica o que eles significam: "A síndrome do estresse medial da tíbia - também chamada de canelite - é uma inflamação no osso da tíbia que fica logo abaixo do joelho; a fascíte plantar é o mesmo problema, mas em uma membrana chamada fáscia plantar, que fica na sola do pé e é tensionada toda vez que tiramos o pé do chão; a tendinopatia de Aquiles ocorre em consequência da inflamação no tendão de mesmo nome, quem tem a função de impulsionar o corpo para frente durante a pisada".

Segundo Samir, a canelite ocorre em quem tem pé pronado, ou seja, quando o impacto da pisada vai todo para o osso da tíbia. Já as outras lesões surgem depois de um treino mais forte sem um período de descanso. Agora que você já sabe o que são e como surgem essas lesões, teste seus conhecimentos e descubra se os seus hábitos durante a corrida estão detonando as suas pernas.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Inscrição, premiação e crescimento da corrida de rua

Depois de ler alguns comentários nos sites especializados em esportes, resolvi fazer um post sobre um assunto que vem tirando o sono daqueles que buscam o prazer e a alegria nas corridas de rua. Notei que não estou sozinho quando o assunto é o valor cobrado nas competições. Imagino que você também tenha o mesmo pensamento que eu: as provas de corrida de rua estão cada vez mais cheias e com o valor das inscrições 20%, 30%, mais caras que no ano de 2012. O custo para participar de uma corrida de rua não sai por menos de R$ 60,00, ficando, em média, em torno de R$ 85,00. Por outro lado, há alternativas interessantes pelo Brasil. Por exemplo, Circuito de Corrida SESC/RS https://www.sesc-rs.com.br/circuitodecorridas/index.htm infra-estrutura completa (chip, camiseta, medalha) com o valor da inscrição que cabe no bolso, a Corrida do Carteiro, com muito boa organização e baratinha... é uma ótima pedida, tem ainda a corrida da criança esperança www.corridaesperanca.com.br..Mas provavelmente na sua região ou cidade existam muitas outras opções. Concordo em gênero e grau com os que acham o valor das inscrições abusivo. Infelizmente é a lei da oferta e demanda - como as corridas de rua se tornaram tão procuradas, os organizadores abusam dos preços cobrados nas inscrições. Isso ocorre sem nenhuma justificativa, pois já existem os patrocinadores das provas que "injetam" muita grana nos eventos - Penso eu que os circuitos de rua já possuem a capacidade de atrair para os eventos um grande número de pessoas formadoras de opinião que fazem parte do público alvo estratégico para os organizadores e patrocinadores - consequentemente quem organizar e patrocinar os eventos terão um retorno certo na venda dos seus produtos e serviços  - pois compramos tênis, acessórios, revistas especializadas, alimentos, vestuários, serviços de saúde, bem estar... Ou seja, este deveria ser o foco das circuitos de rua, porém infelizmente não percebemos isso. Acho que depende de nós, corredores, uma postura diferente em relação aos circuitos de corrida - eu particularmente estou deixando de participar de várias provas.
O circuíto adidas, entre outros, por exemplo, virou um comércio maluco(não tenho nada contra a Adidas, mas são os organizadores que fazem merda). Se todo esse dinheiro arrecadado, se revertesse em parte, em favor de nós corredores (prêmios, faixa etária, em beneficiar alguma instituição beneficente, etc...), seria justo, mas eles oferecem tão pouco. Este ano não correrei o circuíto adidas... não tenho nada contra a marca, que é uma das minhas preferidas, mas, minha meta serão as meias maratonas, 10 milhas, provas de longas distâncias. Farei poucas provas de 10 km. Concordo plenamente com o que li em um post..."toalhas, Bonés, chaveiro, etc..não precisamos!!! Isso tudo a gente adquire nas lojas especializadas em artigos esportivos." Eu gostaria mesmo era competir em circuitos diferenciados, aqui em Porto Alegre, não são utilizados espaços que seriam legais de correr como o autódromo, o joquéi club e o complexo da Ulbra-Canoas. Quanto a premiações deveriam seguir o exemplo da Maratona Comrades, os valores das inscrições são altos... pq não fazer medalhas distintas, de acordo com o tempo de conclusão? Premiação por faixa etária virou coisa rara hoje em dia.

Há que se considerar o aspecto positivo desta valorização da corrida. Atualmente temos uma estrutura mais profissional para as provas, disponibilidade de pessoas qualificadas para orientar o treinamento ou tratamento de lesões, nutricionistas, etc. Além disso, temos uma oferta muito maior e variada de corridas de rua, montanha, revezamentos e tudo isso certamente ajuda muito a manter a motivação.
Por tudo isso é inegável que a corrida está se popularizando mas, infelizmente a sua prática vem ficando mais cara. E tudo isso me deixa na dúvida se nós corredores estamos pagando preços justos por aquilo que consumimos. A corrida de rua é o esporte que mais cresce no Brasil, e hoje só perde para o futebol em numero de participantes. Não é a hora das empresas enxergarem isso e fazerem corridas com estrutura e preços acessíveis? Não é a hora de melhorar as premiações e de incorporar a premiação por categoria?
E você, o que acha?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

TTT - Vinte e quatro que pareciam quarenta e dois!!

Final de semana passado participei  de uma das provas mais empolgantes do Rio Grande do Sul, a 9º Travessia Torres/Tramandaí-SESC. A prova reuniu aproximadamente 2.300 corredores de todas as partes do estado e do Brasil, minha participação se deu a convite da Life Team Runners, grupo de corrida que tem como proprietários os meus amigos Fábio Santos e sua esposa Adriana Lemos. Minha equipe era formada por mais três integrantes e na divisão dos trechos fiquei com o mais difícil, vinte e quatro quilômetros de areia, sol e vento, muito vento. Os 81km são todos realizados a beira-mar, na areia, passando entre banhistas e vendedores de picolé, salva-vidas e surfistas, além de crianças e cachorros. Foram vinte e quatro que pareceram quarenta e dois, tamanha a dificuldade para enfrentar o vento sul, aqui no litoral gaúcho o vento sopra sempre de nordeste(famoso nordestão), mas exatamente no dia da competição mais esperada pelos ultramaratonistas, octetos, quartetos e duplas, que partiram durante a madrugada rumo a praia de Torres, o bendito resolveu virar...
Muitas pessoas falaram que esta foi a edição mais difícil até agora por conta deste forte vento contra.
Eu na minha inocência cheguei ao posto de troca na praia de rondinha, na hora programada para receber o chip do Daniel. Bastaram alguns minutos para eu perceber que não seria uma tarefa muito facil, o vento gelado do amanhecer no litoral fez muitas pessoas aparecerem no posto de troca vestidos de calça e jaquetas corta vento. O vento não dava tregua e empurrava a areia em minhas finas canelas dando a sensação de que pequenas formigas estavam me mordendo. Eu não tinha plano de ataque, o terreno era novidadade para mim. Sabia que apenas que iria enfrentar areia e a água salgada. A troca foi realizada alguns minutos após a hora marcada, e o Daniel, foi logo avisando: "porra Mauro, tá muito forte o vento..."
Então tá...lá fui eu. Sai com tudo, ultrapassando os demais corredores a minha frente como se estivesse turbinado. Que burrice a minha, não ter levado em conta a areia e o vento. Dentro dos meus 24Km, acho que consegui realizar a primeira metade sem problemas com um ritmo constante, mas depois de 16Km, fazendo uma prova puxada, as pernas me mandaram uma mensagem:



"Ei você ai em cima, não queremos mais correr neste ritmo, vamos passear um pouco e admirar a praia". É gente foi assim mesmo, acabou, já era. Os competidores me ultrapassavam com uma facilidade incrivel, eu ainda tentei pegar carona no vacuo de alguns corredores mas elas, as minhas pernas decidiram entrar em greve e fazer piquete...cãimbras. Alguns metros de negociações e massagens e pronto, tudo resolvido. Tentei buscar o tempo perdido mas não dava mais, faltatando 2km para o termino do meu trecho, ainda recuperei o meu folego do inicio,  para entregar o chip ao Lucas, e terminar com dignidade e em pé a minha participação na 9º TTT. Agradeço ao convite e principalmente aos meus companheiros nesta empreeitada Guilherme, Lucas e Daniel. Terminamos esta batalha na 13° posição entre os quartetos.